PUBLICIDADE Ambos fazem parte de um grupo que retornou de Uganda,um dos países que vive o surto do vírus, no último dia 24 Itália descarta dois casos suspeitos de Ebola. — Foto: Região da Lombardia / Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 10:27 Casos suspeitos de Ebola na Itália descartados após testes negativos Dois casos suspeitos de Ebola na Itália, envolvendo pessoas que retornaram de Uganda, foram descartados após testes negativos no hospital Sacco, em Milão. Os pacientes, um homem de 31 anos e uma mulher de 33, apresentaram sintomas como febre e náuseas, mas foram diagnosticados com infecção por Shigella. A OMS declarou emergência devido ao surto de Ebola na República Democrática do Congo, com mais de 900 casos suspeitos e 220 óbitos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O conselheiro de Bem-Estar da Região da Lombardia, na Itália, Guido Bertolaso, disse, nesta segunda-feira, que os dois casos suspeitos de Ebola no país tiveram resultados negativos para o vírus. Os pacientes retornaram de Uganda, um dos países que vive o surto da doença, no último dia 24, e estão hospitalizados. “Os exames virológicos realizados no laboratório de referência do hospital Sacco, em Milão, deram resultado negativo”, disse o conselheiro em nota. Os pacientes também testaram negativo para malária e outros vírus respiratórios. Segundo Bertolaso, os pacientes “permanecem em observação por especialistas infecciosos”, que agora trabalham com uma hipótese de infecção gastrointestinal de origem bacteriana. Ambos tiveram testes positivos para a bactéria Shigella. Os dois pacientes são um homem de 31 anos, que desenvolveu sintomas como febre, náuseas e vômitos, e uma mulher de 33 anos, que relatou febre alta, calafrios, dor de cabeça, náuseas, vômitos e confusão. Ambos fazem parte de um grupo de sete pessoas que retornaram em 24 de maio de Uganda, onde ficaram por cerca de três meses para um voluntariado. Depois de retornar à Itália e apresentaram os sintomas, as autoridades de saúde ativaram imediatamente os protocolos de segurança e vigilância previstos para casos suspeitos de Ebola. Os pacientes foram transferidos para o hospital de Sacco, em Milão, um centro nacional de referência para doenças infecciosas e equipado com enfermarias de alto isolamento. Os outros membros do grupo que retornou de Uganda e alguns contatos familiares foram colocados em isolamento domiciliar e passaram a ser monitorados pelas autoridades de saúde. Emergência de Ebola Nesta segunda-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que já são mais de 900 casos suspeitos, incluindo 101 confirmados, e 220 óbitos no surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Na atualização anterior, da última sexta-feira, eram quase 750 casos e 177 mortes pelo vírus. Além disso, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou que o número de registros confirmados no país vizinho subiu para sete. O cenário levou o chefe da OMS a decretar emergência de saúde pública de importância internacional, o estágio mais elevado de alerta da organização, no meio de maio. Na ocasião, Tedros demonstrou preocupação com a rapidez da disseminação do Ebola no surto. Essa é a 9ª vez que a OMS instaura o mais alto nível de alerta – e a terceira relacionada ao vírus Ebola. O que é Ebola? A Ebola é uma zoonose, ou seja, uma doença que circula entre animais. Acredita-se que morcegos frugívoros sejam os principais reservatórios naturais do vírus, e que a infecção entre humanos ocorra pelo contato próximo com sangue ou secreções de animais contaminados. Depois, porém, o vírus pode se espalhar entre humanos pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou por superfícies contaminadas. A doença é causada por vírus que pertencem ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. Existem seis espécies de vírus do tipo, sendo que três delas são conhecidas por causarem grandes surtos, de acordo com a OMS: Vírus Ebola Zaire (EBOV) - Orthoebolavirus zairenseVírus Sudão (SUDV) - Orthoebolavirus sudanenseVírus Bundibugyo (BDBV) - Orthoebolavirus bundibugyoense As espécies Zaire e Sudão são as mais comuns nos surtos de Ebola em países africanos. A emergência atual, no entanto, é causada pela espécie Bundibugyo, que só foi detectada outras duas vezes: em surtos de 2007 e 2012. Uma das dificuldades é que não existem vacinas e tratamentos específicos para essa espécie, como existem, por exemplo, para o Zaire. Isso ocorre, entre outros motivos, justamente pela raridade do vírus, já que sua circulação é necessária para testar a eficácia e a segurança das terapias.
Itália descarta dois casos suspeitos de Ebola; entenda
Ambos fazem parte de um grupo que retornou de Uganda,um dos países que vive o surto do vírus, no último dia 24















