O crescimento das médias empresas brasileiras, e consequentemente o impacto delas na economia, está cada vez mais atrelado à qualidade dos relacionamentos e das decisões financeiras. É o que mostra uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) que analisou o papel do Itaú BBA no desempenho econômico dos negócios. De acordo com o estudo, o crédito concedido pelo banco para clientes do middle market gerou aproximadamente R$ 105 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB) por ano, R$ 49 bilhões na renda das famílias e R$ 34 bilhões na arrecadação de impostos. A pesquisa comparou clientes e não clientes da instituição (com faturamento anual a partir de R$ 50 milhões) entre 2019 e 2024 para avaliar de que forma o Itaú contribui para o desenvolvimento desse mercado e analisou de 2020 a 2024 para verificar os impactos agregados para a economia. “Os resultados mostraram que crédito acompanhado de advisor, networking, fluidez e agilidade leva organizações a dar grandes passos em direção ao crescimento saudável e sustentável”, analisa Fábio Villa, diretor comercial do Itaú BBA, responsável pelo middle market & corporate e pelos nichos tech e multinacionais. Segundo ele, os efeitos incluem tanto impactos diretos sobre as companhias atendidas quanto repercussões indiretas e induzidas ao longo das cadeias produtivas. INTELIGÊNCIA SETORIAL E PROXIMIDADE Para atender de forma especializada aos mais diversos segmentos da economia, o Itaú BBA passou a organizar clientes em nichos setoriais e regionais, com times dedicados a oferecer consultoria para o crescimento escalável em cada universo. Fábio Villa destaca o papel da inteligência setorial customizada ofertada pelo banco, presente no Brasil com mais de 50 escritórios proprietários em todas as regiões. “A presença física regional é vital, dada a geografia do país com suas vocações de setores, estágios de maturidade e ambientes de negócio diferentes”, diz. Para além das fronteiras do mercado doméstico, o Itaú também atua em outros países, principalmente na América do Sul, apoiando os negócios brasileiros em atividades de importação e exportação. O executivo reforça o potencial de organizações internacionalizadas que, segundo ele, ganham mais competitividade e produtividade por conta de fatores como maior governança, incremento no volume de vendas e mais acesso a insumos com menor custo. O impacto no middle market foi registrado nos achados da pesquisa da FGV, que aponta aumento de aproximadamente 70% nas exportações e 47% nas importações após as empresas começarem a se relacionar com o banco, com elevação de cerca de 3 pontos percentuais na probabilidade de exportar e de 4 pontos percentuais na de importar. Villa ainda ressalta que, além da facilidade de acesso ao mercado externo por conta da presença internacional e da oferta de orientação customizada sobre riscos, desafios e oportunidades, o Itaú BBA oferece networking entre as companhias, atuando como um hub de conexões corporativas para facilitar parcerias. “No final do dia, crédito e solu ções financeiras serão apenas commodities, a grande diferença está na especialização e na inteligência setorial”, aposta o executivo. Fábio Villa, diretor comercial do Itaú BBA, responsável pelo middle market & corporate e pelos nichos tech e multinacionais — Foto: Divulgação CAPACIDADE DE ALAVANCAGEM A maior probabilidade de abertura de capital, emissão de dívida corporativa e abertura de filiais entre os clientes do Itaú BBA — alta de mais de 200% em IPOs e cerca de 150% em emissões de dívida na comparação com não clientes — demonstra o crescente potencial de expansão das organizações acompanhadas pelo banco. A instituição atribui esse movimento à intensificação da preparação de sua base de médias empresas para estrearem no mercado de capitais brasileiro, construindo um trabalho de education, assim como realiza com os investidores. Na análise de Villa, o suporte fornecido na estruturação da governança e da gestão financeira dessas companhias facilita a transição para o mercado de capitais, elevando o nível de competitividade por conta da administração e transparência exigidas, agregando mais disciplina financeira e diversificação de fontes de financiamento. “Hoje, é difícil uma empresa buscar expansão do seu negócio de forma recorrente sem acessar novos pockets, ou seja, o mercado de capitais organizado”, afirma o executivo. Vale lembrar que, em 2025, pela primeira vez o mercado de capitais superou os bancos como fonte principal de crédito para o setor privado, de acordo com dados do Banco Central e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), reforçando o protagonismo dos mercados de ações e de dívida na estratégia de crescimento das companhias. INOVAÇÃO NA CARTEIRA Outro ponto de destaque da pesquisa da FGV é em relação à inovação, tema estratégico para as médias, que investem cada vez mais nessa agenda visando ganhar competitividade. Os resultados apontam para um aumento significativo no registro de propriedade intelectual puxado pelo middle market. Empresas clientes do Itaú BBA registram 29% mais marcas e 126% mais patentes do que as não clientes, além de elevarem em 0,8 ponto percentual a probabilidade de depósito de patentes e em 0,9 ponto percentual a de marcas. O indicador comprova que o acesso a serviços financeiros sofisticados se traduz em inovação concreta e ganho de valor de mercado para esse segmento. O cenário sinaliza uma mudança estrutural na alocação de recursos: o capital deixa de ser empregado apenas como instrumento de curto prazo, seja para capital de giro ou refinanciamento de passivos, e passa a financiar pesquisa e desenvolvimento, gerando ativos proprietários. SOLUÇÕES SEM DISTINÇÃO “Hoje, duas coisas diferenciam uma companhia chamada de grande empresa de uma média em desenvolvimento: o tamanho e a maturidade, porque o acesso ao mercado, o nível de cobertura, as ferramentas e o advisor oferecidos são exatamente os mesmos”, explica Villa. A visão reflete a estratégia do Itaú BBA para o segmento de médias empresas baseada em oferecer a elas o mesmo grau de sofisticação financeira disponível às grandes corporações. O banco, que atende hoje mais de 15 mil grupos econômicos no middle market, ressalta que seu papel estratégico passa justamente por assessoria especializada, soluções financeiras avançadas e apoio à expansão. “Estou cada vez mais convicto de que nossa proposta de valor contribui para o crescimento sustentável das médias, conectando as com o futuro. Ao agregarmos conteúdo especializado setorial e profundo, ajuda mos em todos os estágios de vida das organizações e melhoramos o ambiente de negócios no Brasil”, conclui Villa.