PUBLICIDADE Criminalista e professor universitário, jurista gaúcho é referência em direito processual penal e assumiu a defesa da influenciadora presa em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC Aury Lopes Jr. e Deolane Bezerra — Foto: Reprodução | Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 05:06 Aury Lopes Jr. assume defesa de Deolane Bezerra em caso de lavagem de dinheiro envolvendo PCC Aury Lopes Jr., renomado criminalista e professor gaúcho, é conhecido por sua atuação acadêmica e defesa de teses garantistas. Ele assumiu a defesa de Deolane Bezerra, detida na Operação Vérnix sob suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A investigação revela um esquema sofisticado de movimentação financeira ilícita envolvendo a família de Marcola, líder do PCC, com mandados de prisão para Deolane e outros envolvidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), está a cargo do advogado criminalista Aury Lopes Jr.. Conhecido no meio jurídico por sua atuação acadêmica e por defender teses garantistas no direito penal, o jurista é considerado um dos nomes mais influentes da área no país. Natural do Rio Grande do Sul, Aury Lopes Jr. construiu carreira como advogado, professor e autor de obras jurídicas amplamente utilizadas em cursos de graduação, pós-graduação e concursos públicos. Doutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid (onde obteve nota máxima e voto de louvor por unanimidade em sua tese), na Espanha, ele também atua como professor do programa de pós-graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). O criminalista ganhou notoriedade nacional por atuar em processos de grande repercussão, especialmente em casos envolvendo pedidos de habeas corpus, discussões sobre prisões preventivas e críticas a abusos do sistema penal. Seu nome esteve associado a investigações da Operação Lava Jato e a defesas de empresários e figuras públicas. Veja fotos da operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra 1 de 9 Deolane Bezerra chegando à sede da Polícia Civíl — Foto: Agência O Globo/Maria Isabel 2 de 9 Deolane Bezerra chegando à sede da Polícia Civíl — Foto: Agência O Globo/Maria Isabel — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 Deolane Bezerra chegando à sede da Polícia Civíl — Foto: Agência O Globo/Maria Isabel 4 de 9 Deolane Bezerra chegando à sede da Polícia Civíl — Foto: Agência O Globo/Maria Isabel X de 9 Publicidade 5 de 9 Everton de Souza, acusado de ser o operador financeiro do esquema — Foto: Agência O Globo/Maria Isabel 6 de 9 Everton de Souza, acusado de ser o operador financeiro do esquema Agência O Globo/Maria Isabel — Foto: Agência O Globo/Maria Isabel X de 9 Publicidade 7 de 9 Mercedes-AMG G 63 apreendido na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo 8 de 9 Carros apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo X de 9 Publicidade 9 de 9 Carros apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo Carros de luxo foram apreendidos pela Polícia Civil Aury Lopes Jr. também é conhecido por defender uma visão garantista do direito penal, corrente jurídica que prioriza o respeito às garantias constitucionais e aos direitos dos investigados e acusados durante processos criminais. Além da atuação nos tribunais, participou de debates sobre a reforma do Código de Processo Penal no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), convidado pelo então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Cezar Peluso. No caso de Deolane, a defesa nega qualquer vínculo da influenciadora com organizações criminosas ou empresas investigadas. Em manifestações públicas, Aury Lopes Jr. afirmou que a nova prisão da empresária foi “midiática” e carece de fundamentos concretos. Relembre o caso A influenciadora foi presa em Barueri, na Grande São Paulo, durante operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo na última sexta-feira. A investigação apura movimentações financeiras suspeitas e supostas conexões com integrantes do PCC. A prisão expôs, segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao núcleo familiar de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. A operação revelou como uma transportadora do interior paulista teria sido usada para movimentar recursos do tráfico e inseri-los no sistema financeiro formal por meio de empresas, depósitos fracionados e contas de terceiros. Veja fotos dos veículos apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra 1 de 4 Mercedes-AMG G 63 apreendido na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo 2 de 4 Carros apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo X de 4 Publicidade 4 fotos 3 de 4 Carros apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo 4 de 4 Carros de Deolane Bezerra foram apreendidos durante Operação Vérnix, realizada pelo MP-SP e pela Polícia Civil. Na foto, um Cadillac Escalade, que pode custar até R$ 2 milhões no Brasil — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo X de 4 Publicidade Frota apreendida reúne SUVs com preço unitário de até R$ 1 milhão A Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva: contra Deolane; Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola; o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; além de Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo. Marcola e Alejandro já estão presos em penitenciárias federais. Deolane e Everton foram detidos ontem, enquanto Paloma e Leonardo são considerados foragidos. Segundo as investigações, ela está na Espanha e ele, na Bolívia. Ambos tiveram os nomes incluídos na Lista de Difusão Vermelha da Interpol. As investigações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. O material continha ordens internas da facção, referências a movimentações financeiras e menções a ataques contra servidores públicos. A partir daí, os investigadores chegaram à empresa Lopes Lemos Transportes, conhecida como Lado a Lado Transportes. Segundo o Ministério Público, a transportadora funcionava como braço financeiro da cúpula do PCC. Em três anos, movimentou mais de R$ 20 milhões e apresentou incompatibilidade de R$ 6,9 milhões entre receitas declaradas e movimentações bancárias, indício considerado típico de lavagem de dinheiro. Veja imagens do presídio em que Deolane ficará presa 1 de 6 Colônia Penal Feminina do Recife — Foto: Reprodução/redes sociais 2 de 6 Colônia Penal Feminina do Recife vista por satélite — Foto: Reprodução/Google X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Colônia Penal Feminina do Recife vista por satélite — Foto: Reprodução/Google 4 de 6 Colônia Penal Feminina do Recife — Foto: Reprodução/Google X de 6 Publicidade 5 de 6 Colônia Penal Feminina do Recife — Foto: Divulgação/Defensoria PE 6 de 6 Colônia Penal Feminina do Recife — Foto: Divulgação/Seres X de 6 Publicidade Colônia Penal Feminina de Buíque fica a 280 km do Recife