Fundo liderado por Gabriel de Alba oferece cerca de R$ 500 milhões e ganha força após trégua entre clube e Eagle Football Holdings João Paulo Magalhães Lins e André Silva são presidente e vice do Botafogo — Foto: Wallace Lima / Botafogo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 20:32 GDA Luma Capital favorita a liderar SAF do Botafogo com R$ 500 mi A GDA Luma Capital Management, liderada por Gabriel de Alba, é a favorita para se tornar a acionista majoritária da SAF do Botafogo, com uma oferta de R$ 500 milhões. Um "acordo de paz" entre o clube e a Eagle Football Holdings facilita as negociações. A GDA, especializada em reestruturar ativos problemáticos, planeja investir em futebol e infraestrutura. O Conselho Deliberativo do Botafogo avaliará as propostas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A GDA Luma Capital Management segue a todo vapor como a principal concorrente para se tornar a nova acionista majoritária da SAF do Botafogo. Também há, na mesa do clube social, uma proposta de um fundo de investimento do Texas e outra feita por John Textor, mas a preferência maior é pela GDA. Considerada "mais robusta", a oferta da empresa sediada nos Estados Unidos é de aproximadamente R$ 500 milhões, além do pagamento de dívida através da Recuperação Judicial. A quantia envolve outras questões além de um aporte na SAF — que seria feito de forma parcelada. Interlocutores indicam nos bastidores que os moldes são semelhantes ao proposto por Marcos Lamarcchia no Vasco. Há, tanto entre a alta cúpula da SAF quanto do associativo, a preocupação pela manutenção de um projeto esportivo forte e sustentável. Uma fonte ouvida pelo GLOBO afirmou que, nas conversas, os três interessados afirmaram que são capazes disso. No caso da GDA, a ideia seria, num primeiro momento, investir não só no futebol, mas na estrutura e nas divisões de base. A tendência é que seja convocada uma reunião do Conselho Deliberativo do Botafogo para que o presidente João Paulo Magalhães Lins apresente as três propostas realizadas pelos interessados em adquirir a SAF alvinegra. Trégua facilita acordo Nos bastidores do Botafogo, o que se diz é que o "acordo de paz" assinado pela Eagle Bidco e pelo clube social facilitou o andamento das conversas com a GDA Luma. O entendimento é que o fim dos conflitos judiciais dá maior segurança jurídica para o novo administrador. Por meio da Cork Gully, que é a atual administradora da holding por determinação judicial, a Eagle já deixou claro que não tem interesse em manter negócios no Brasil. A tendência é, então, que a empresa chegue num acordo para pagar uma certa quantia ao Botafogo e, depois, deixar o caminho livre para a GDA Luma assumir os 90% das ações. O andamento das conversas indicam que a SAF do Botafogo receberá da Eagle Bidco um valor — que ainda será estabelecido — para pagar as dívidas do transfer ban. A holding, que assume ter uma quantia a pagar ao clube, se beneficiará pois, com o fim do vínculo com o alvinegro, não haverá necessidade de arcar com a dívida que ultrapassa os R$ 2 bilhões. Conheça a GDA Luma Liderada pelo mexicano Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente, a GDA Luma Capital Management é uma empresa especializada em "distressed assets" (ativos podres na tradução livre). O conceito se baseia na aquisição de ativos com problemas financeiros, mas com alto potencial, por valores abaixo do mercado, para posterior reestruturação. Uma das empresas que contaram com investimento da GDA foi o Cirque du Soleil. Com sedes em Nova Iorque e em Miami, nos Estados Unidos, a GDA possui experiência na reestruturação de empresas nos setores de mídia e entretenimento, telecomunicações, tecnologia, serviços bancários e financeiros, hotelaria e farmacêutico. Até o momento, a empresa não adentrou no ramo esportivo. O início da relação da empresa com o Botafogo se deu pelo empréstimo de US$ 25 milhões adquirido por John Textor em fevereiro deste ano. Recentemente, o pedido de recuperação judicial do alvinegro fez com que a dívida com a empresa saltasse para US$ 55 milhões. Por outro lado, entre os sócios da GDA Luma está o empresário boliviano-americano Marcelo Claure. Homem mais rico da Bolívia, Claure é dono do Bolívar-BOL e coproprietário do Girona-ESP e New York City-EUA. Recentemente, ele falou sobre as negociações entre Botafogo e a GDA Luma. — Por meio de outro fundo de investimentos que possuo, estamos vendo potencial em um time no Brasil. Há um fundo de investimentos no qual tenho controle e que está bastante avançado para salvar esse clube — disse Claure, na semana passada, sem especificar o nome do clube carioca. Ainda que Claure possa ser um personagem importante dentro da estrutura que pode ser formada por Botafogo e GDA, é fato que o principal nome da companhia é seu fundador. Com negócios nos Estados Unidos, na Europa e no Canadá, Gabriel de Alba passou 19 anos como CEO e sócio do The Catalyst Capital Group antes de criar sua própria empresa. Em seu currículo, o mexicano possui passagens pelo Bank of América e pela AT&T da América Latina. “O Sr. de Alba também liderou grupos de partes interessadas em situações especiais envolvendo refinanciamentos e recapitalizações de dívida e de capital. Sua experiência inclui investimentos em sete crises econômicas e de crédito que remontam à Crise da Tequila de 1994, com experiência em investimento e consultoria. Ele também é membro do Grupo de Ação Regional do Fórum Econômico Mundial, que busca promover o capitalismo das partes interessadas e o ESG”, diz um trecho da biografia do empresário. Fluente em cinco idiomas (inglês, espanhol, português, alemão e francês), de Alba possui dupla graduação em Finanças e Economia pela NYU Stern School of Business. O empresário possui um MBA pela Universidade Columbia e concluiu uma pós-graduação em Matemática e Ciência da Computação em Harvard.