Plano de contingência foi ativado após alerta da OMS Trabalhadores da Cruz Vermelha, usando equipamentos de proteção individual (EPI), desinfetam a casa de um homem não identificado que morreu de ebola antes de removerem seu corpo, enquanto agências humanitárias intensificam os esforços para conter um novo surto de ebola envolvendo a cepa Bundibugyo, no Quartier Shuni 1, um setor residencial em Mongbwalu, Território de Djugu, província de Ituri, República Democrática do Congo — Foto: REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere Diante do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o Ebola, cujo surto atinge 10 países da África Subsaariana, o Brasil ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25) ao Valor. O Brasil nunca registrou um caso da doença na história. O Ministério da Saúde informou também que intensificou a vigilância no país, especialmente em pessoas com histórico de viagem à República Democrática do Congo e a Uganda nos últimos dias. “O plano prevê a identificação precoce de eventuais casos suspeitos, com notificação imediata, isolamento seguro do paciente e monitoramento de contatos para reduzir o risco de transmissão”, disse a pasta do governo federal. O Ministério da Saúde afirmou ainda que a resposta conta com atuação integrada dos Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE), responsáveis pela coleta, monitoramento e análise de informações para adoção rápida de medidas de prevenção e controle. A pasta disse que o Brasil irá seguir orientação da OMS e que o país não deve adotar fechamento de fronteiras, nem restrições a viagens e ao comércio. Na última sexta-feira (22), a OMS elevou o risco de Ebola para “muito alto” na República Democrática do Congo, com o país sendo o epicentro do surto da rara cepa Bundibugyo. Até a semana passada, já haviam sido confirmados 82 casos e sete mortes por Ebola no país, além de 750 casos e 177 mortes suspeitas da doença no recente surto em países africanos. Nesta segunda-feira (25), porém, a OMS elevou o número de mortes suspeitas para 220.