O governo brasileiro tem trabalhado com autoridades chinesas para rever a atual cota de 1,1 milhão de toneladas de exportação de carne brasileira no mercado da China. A afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa. Atualmente, a regra estabelece que até o total dessa cota a tarifa é de 12%, e as vendas que ultrapassarem 1,1 milhão pagam imposto adicional. “A China tem sido uma grande parceira [na exportação de carnes]”, disse. “Nós tivemos, neste ano, limitação, uma salvaguarda imposta em relação à proteína no mundo todo e que alcançou o Brasil”, afirmou. “Exportamos [normalmente, para a China, em carnes] 1,6 milhão de toneladas, e a China estabeleceu cota de 1,1 milhão. Fora da cota, você paga uma carga mais elevada de tributo, de 50%”, explicou. “O Brasil consegue exportar além da cota e ainda assim é competitivo. Mas o ideal é que fiquemos sem cota. Sem sobrecarga [de tributo]", disse. “Nós estamos construindo um bom diálogo para que, no ano que vem, a gente reveja essa salvaguarda, com a cota para exportação”, disse. O ministro informou ainda que a Pasta está otimista com a negociação de um acordo comercial entre Mercosul e Canadá. “O Ministério das Relações Exteriores é quem lidera esse diálogo com o Canadá. Mas eu diria que já há um consenso, em torno de 60% do que tem que ser negociado”. afirmou. “E é por isso que eu acho que nós estamos caminhando para uma conclusão [do fechamento de acordo]. “A expectativa é que seja este ano, ainda no terceiro mandato no presidente Lula. Não deve demorar 20 anos, como demorou com Mercosul e União Europeia”, disse. O ministro deu as declarações após participar de seminário de celebração do Dia Nacional da Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). — Foto: Pixabay