Apreensão ocorreu durante a Operação Vérnix, que investiga esquema de lavagem de capitais e cita relação entre investigado e a influenciadora Deolane Bezerra Deolane Bezerra — Foto: Reprodução Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 07:37 Polícia apreende R$ 50 mil e vincula Dra. Deolane ao PCC em SP Durante a Operação Vérnix, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu uma máquina de contar dinheiro e R$ 50 mil em nome de "Dra. Deolane" na casa de Everton de Souza, ligado ao PCC. Investigadores apontam Everton como elo financeiro com Deolane Bezerra. A influenciadora foi presa e nega envolvimento. A defesa teve habeas corpus negado. A operação investiga lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil de São Paulo apreendeu uma máquina de contar dinheiro e uma caixa com cerca de R$ 50 mil em espécie na residência de Everton de Souza, conhecido como "Player", durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de capitais ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a investigação, a caixa trazia o nome "Dra. Deolane" gravado na tampa e foi encontrada na cozinha da casa do investigado. Os investigadores localizaram os objetos sobre uma pia de mármore, ao lado do fogão e sob um armário de parede, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. O dinheiro estava organizado em maços presos por elástico. Na tampa da caixa, além da inscrição com o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, havia o desenho de uma balança e a frase: "o justo não se justifica". A máquina de contar dinheiro estava no mesmo local. As apreensões ocorreram no âmbito da Operação Vérnix, que prendeu na quinta-feira Deolane Bezerra e Everton de Souza. Segundo o inquérito, "Player" não estava em casa quando a força-tarefa chegou e acabou preso posteriormente. A defesa de Deolane sustenta a inocência da influenciadora, transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista, a mais de 600 quilômetros da capital. Na noite deste domingo, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus, em caráter liminar, apresentado pela defesa de Deolane Bezerra contra a prisão preventiva da influenciadora. Investigação aponta ‘Player’ como elo financeiro e cita ligação com Deolane O inquérito da Operação Vérnix afirma que Everton mantinha "estreitas ligações" com Deolane e atuava como intermediador e operador financeiro em relações que envolviam Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola "Narigudo", Alejandro Camacho Júnior e Ciro César Lemos, descrito pelos investigadores como gestor operacional do grupo e administrador de uma transportadora considerada de fachada. Segundo a investigação, "Player" fazia a ponte entre os irmãos Camacho e Ciro César Lemos, cuja empresa, a Lopes Lemos Transportes, teria servido como base do esquema investigado. Localizada próxima à Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista, a transportadora é descrita como estrutura de ocultação patrimonial ligada ao PCC. O relatório afirma que valores oriundos do crime organizado eram redirecionados a contas de líderes da facção e também a contas associadas a Deolane. Conversas extraídas do celular de Ciro César Lemos indicariam que ele recebia orientações de "Player" sobre a destinação de recursos e a distribuição dos "lucros" da transportadora. Segundo a apuração, Everton indicava contas para repasses atribuídos a integrantes da organização criminosa e intermediava comunicações sobre o fechamento financeiro da empresa. A investigação também afirma que Deolane mantinha controle sobre uma rede de 35 pessoas jurídicas registradas em um mesmo endereço, descrito como um condomínio residencial modesto em Martinópolis, a cerca de 440 quilômetros da capital paulista. Quebras de sigilos bancário e fiscal de "Player", segundo a Polícia, revelaram grande volume de créditos e depósitos fracionados em espécie realizados em diferentes localidades, padrão descrito pelos investigadores como típico dos casos de ocultação. Manuscritos achados no esgoto levaram polícia à transportadora O inquérito é conduzido pelos delegados Edmar Rogério Dias Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau. Segundo o relatório, a investigação teve início após a análise de manuscritos descartados por detentos da Penitenciária 2 e recuperados no esgoto da unidade prisional em 2019, o que levou os policiais até a transportadora e, posteriormente, à influenciadora. Veja fotos dos veículos apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra 1 de 4 Mercedes-AMG G 63 apreendido na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo 2 de 4 Carros apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo X de 4 Publicidade 4 fotos 3 de 4 Carros apreendidos na operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo 4 de 4 Carros de Deolane Bezerra foram apreendidos durante Operação Vérnix, realizada pelo MP-SP e pela Polícia Civil. Na foto, um Cadillac Escalade, que pode custar até R$ 2 milhões no Brasil — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo X de 4 Publicidade Frota apreendida reúne SUVs com preço unitário de até R$ 1 milhão Os investigadores apontam semelhanças entre empresas ligadas a "Player" e estruturas associadas a Deolane, como registro em imóveis residenciais, ausência de atividade operacional, uso do mesmo contador e múltiplas empresas vinculadas a um único endereço. Montantes de dinheiro espalhados pela casa Deolane vivia com montantes de dinheiro espalhados por sua casa e de sua família. Foi o que revelou a diarista Denise Bastos, em entrevista ao Jornal da Record. Ex-funcionária da influenciadora, ela compartilhou um vídeo mostrando uma pilha de notas de dinheiro em uma estante na casa de um dos filhos de Deolane. "Tinha (dinheiro) espalhado pela casa. Montantes nas estantes, em cima das escrivaninhas, nos quartos, nas gavetas. A gente por ser empregada, a gente pensa que é teste, que está deixando ali para ver se não vai pegar, se não vai roubar", explicou Bastos ao veículo. A diarista também acusou Deolane de ameaças após ter sido acusada de roubar R$ 80 mil reais. Em suposto áudio de Deolane compartilhado por Bastos, a influenciadora diz: "Vai lá onde você guardou, pega e traz na minha casa. Devolve e segue a sua vida, porque se não, você me aguarde". Segundo relato de Bastos, a influenciadora insistiu que ela tinha pego o dinheiro e chegou a mandar pessoas em sua casa para ameaçá-la. A diarista também acusa ter recebido mensagens de um homem envolvido com o crime organizado. "O dinheiro é oriundo do crime, eles lavam dinheiro para nós. Então, 'nós quer' resolver da melhor maneira. 'Nós não vai' pôr política porque 'nós é' o crime, mas 'nós resolve' do nosso jeito", destaca áudio encaminhado por homem não identificado. Em troca de mensagens, o homem envia para a diarista fotos de câmera de segurança em que ela deixa a casa de Deolane com uma sacola. O sujeito sugere que ali estaria o dinheiro roubado. Bastos nega ter roubado influenciadora e, no momento, está processando Deolane por imputação falsa de crime, calúnia e ameaça.
Polícia apreende máquina de contar dinheiro e caixa com R$ 50 mil em nome de 'Dra. Deolane' durante operação contra esquema do PCC
Apreensão ocorreu durante a Operação Vérnix, que investiga esquema de lavagem de capitais e cita relação entre investigado e a influenciadora Deolane Bezerra
















