Às 17h20 do dia 9 de maio, Donald Trump postou para seus 12,6 milhões de seguidores na Truth Social uma imagem dele mesmo em pé no convés de um barco, observando navios de guerra em chamas por binóculos. O conteúdo foi gerado usando inteligência artificial.
Nove segundos depois veio outra: uma caricatura do governador de Illinois, J. B. Pritzker, cercado por pilhas de fast food com a legenda "JB está ocupado demais para manter Chicago segura!"
Nos 16 minutos seguintes, Trump compartilhou uma cascata contínua de imagens geradas por IA: a marinha do Irã no fundo do oceano; uma luta de UFC encenada no gramado da Casa Branca; a piscina refletora do Memorial Lincoln colorida em um azul impossivelmente brilhante.
Essas imagens faziam parte de uma enxurrada de ilustrações geradas por IA que Trump postou nas últimas semanas. Uma análise do Financial Times de suas postagens na Truth Social este ano mostra que o número de imagens de IA aumentou sete vezes em maio.
Trump deu "um mergulho de cabeça" no que estava se tornando conhecido como "slopaganda", disse Henry Ajder, especialista em IA e deepfakes, descrevendo a abordagem como uma "adoção sistemática" desse "novo meio de comunicação". A expressão mistura as palavras propaganda e "slop", termo usado para conteúdo de baixa qualidade feita com IA.












