Empresas chinesas estão comprando um número crescente de marcas de consumo estrangeiras, à medida que a intensa concorrência doméstica transborda para setores internacionais relativamente distantes das tensões geopolíticas.
Poucos meses depois de o conglomerado chinês de vestuário Anta adquirir uma participação de 29% na Puma por 1,5 bilhão de euros (R$ 8,7 bilhões), a varejista de moda ultrarrápida Shein fechou nesta semana um acordo para adquirir a marca de roupas "sustentável" americana Everlane por cerca de US$ 100 milhões (R$ 501,3 milhões).
A Everlane está sendo vendida pela L Catterton, uma firma de private equity apoiada pela LVMH que detém participação majoritária na varejista de básicos sediada em São Francisco (EUA) desde 2020.
A Nestlé confirmou no mês passado que vendeu sua participação majoritária na rede americana Blue Bottle Coffee para a Centurium Capital, acionista controladora da Luckin Coffee, conhecida por preços baixos e que possui dezenas de milhares de lojas na China.
O apetite das empresas chinesas por fusões e aquisições no exterior aumentou após anos de concorrência implacável e pressões deflacionárias em casa.














