A mudança na defesa de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, marca um novo momento para sua delação. O banqueiro – que resiste em entregar aliados, mas não suporta mais estar preso – precisa apostar em uma nova estratégia para conseguir, ao menos, a prisão domiciliar.
Conhecido por atuar e defender delações premiadas, José Luis de Oliveira, o Juca, deixou a defesa de Vorcaro após fracassar com a estratégia que buscava entregar pouco na delação para que a discussão fosse levada à Segunda Turma, onde tentaria um empate que favoreceria o banqueiro.
A tentativa, no entanto, não prosperou. Em nota à imprensa, Juca afirmou que a decisão ocorreu em “comum acordo”. Por outro lado, juristas que atuam na esfera criminal em Brasília dizem que é comum, nesse tipo de contrato, o advogado ser dispensado devido às batalhas perdidas.
Com a rejeição de mais uma proposta pela Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, Vorcaro foi transferido para uma cela comum. Com o anúncio da saída de Juca, e com a manifestação da defesa técnica de que o banqueiro estaria disposto a colaborar com provas mais robustas, Mendonça autorizou o retorno de Vorcaro para uma cela especial na Superintendência da PF, onde terá mais facilidade para falar com seus advogados.











