Itália, França, Reino Unido e Alemanha pediram nesta sexta-feira (22) que Israel interrompa a expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada, condenaram o aumento da violência praticada por colonos israelenses e alertaram empresas envolvidas em projetos de construção na região sobre os riscos legais e de reputação.

Em comunicado conjunto, os quatro países afirmaram que o governo israelense deve "pôr fim à expansão dos assentamentos e de seus poderes administrativos", além de responsabilizar colonos envolvidos em atos violentos e investigar denúncias contra forças israelenses.

Os governos dos países europeus também reiteraram que "os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais". E acrescentaram que a situação no território se deteriorou de forma significativa nos últimos meses. "A violência dos colonos atingiu níveis sem precedentes", escreveram os líderes europeus.

O comunicado diz ainda que as políticas do governo israelense, sobretudo a ampliação do controle sobre a Cisjordânia, comprometem "a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados" para o conflito israelense-palestino.

Os quatro países também defenderam o fim das restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina. "Nós nos opomos firmemente àqueles, incluindo membros do governo israelense, que defendem a anexação e o deslocamento forçado da população palestina", diz o texto.