Seis paramédicos libaneses morreram em dois ataques de Israel no sul do Líbano em um intervalo de 24 horas, informou nesta sexta-feira (22) o Ministério da Saúde libanês, que condenou os ataques como violações do direito internacional. Segundo o ministério, um bombardeio israelense entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira na cidade de Hanaway matou quatro paramédicos da Associação Islâmica de Saúde. Já na manhã desta sexta-feira, outro ataque matou dois socorristas da Associação Escoteira Al-Rissala, em Deir Qanoun En-Nahr. O Exército israelense não respondeu imediatamente aos questionamentos da Reuters sobre os ataques. O ministério divulgou um vídeo que, segundo afirmou, foi gravado em Deir Qanoun En-Nahr. As imagens mostram dois homens usando coletes amarelos à beira de uma estrada enquanto atendiam uma pessoa. Quando uma ambulância se aproxima, é possível ver um clarão e ouvir uma forte explosão. Em seguida, os dois homens aparecem caídos no chão. A Reuters conseguiu confirmar a localização do vídeo como a região oeste de Deir Qanoun En-Nahr a partir da comparação de prédios, árvores e traçado da estrada com imagens de arquivo da área. O Ministério da Saúde informou que, ao todo, seis pessoas morreram em Deir Qanoun En-Nahr, incluindo os dois paramédicos e uma criança síria. A cidade já havia sido atingida por um ataque aéreo no início da semana, que matou 14 pessoas — o bombardeio mais letal desde o anúncio de um frágil cessar-fogo no mês passado. Mais de 3.100 pessoas morreram no Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra Israel nos primeiros ataques de uma nova guerra. Entre os mortos estão 123 socorristas, além de mais de 210 crianças e quase 300 mulheres, segundo estatísticas divulgadas nesta sexta-feira pelo ministério. O direito humanitário internacional garante proteção a equipes de emergência, profissionais de saúde e infraestrutura civil, incluindo hospitais e centros médicos. Diversos hospitais no sul do Líbano foram danificados ou ficaram totalmente fora de operação após ataques israelenses, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na quinta-feira, um ataque israelense próximo ao Hospital Tebnine, no sul do Líbano, danificou os três andares do prédio, incluindo pronto-socorro, unidade de terapia intensiva, ala cirúrgica e ambulâncias estacionadas do lado de fora, informou o Ministério da Saúde.
Ataques de Israel matam seis socorristas libaneses em 24 horas, diz ministério da Saúde
Mais de 3.100 pessoas morreram no Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra os israelenses nos primeiros ataques de uma nova guerra












