Os ataques de Israel no Líbano mataram 380 pessoas desde o início do cessar-fogo na guerra entre o Estado judeu e o grupo extremista Hezbollah, iniciado em 17 de abril, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Ministério da Saúde libanês à agência de notícias AFP.
Entre as vítimas estão 22 crianças e 39 mulheres, ainda segundo a pasta. Ao todo, cerca de 2.900 pessoas foram mortas no Líbano desde o início do conflito, em 2 de março.
Apesar da trégua, Israel continua bombardeando o território libanês. Pelos termos do acordo de cessar-fogo, divulgados pelos Estados Unidos, o governo israelense mantém o direito de agir contra ataques considerados "planejados, iminentes ou em andamento".
Tel Aviv justifica as ofensivas ao vizinho apontando supostas violação da trégua por parte do Hezbollah, uma acusação recorrente de ambos os lados ao longo do conflito. Já as autoridades libanesas afirmam que as ofensivas são premeditadas.
Israel exige também que os integrantes do Hezbollah entreguem suas armas. Nesta terça, porém, o líder do grupo extremista, Naim Qassem, voltou a rejeitar essa possibilidade e prometeu transformar o "campo de batalha em um inferno" para os soldados israelenses.













