A DHL, a FedEx e a UPS pediram aos ministros das finanças da União Europeia nesta sexta-feira (22) que implementem de forma gradual as novas regras alfandegárias para pacotes de baixo valor, alertando para o risco de gargalos nas cadeias de suprimentos e impactos na disponibilidade de certos suprimentos médicos. As novas normas fazem parte de um esforço para combater as importações baratas de comércio eletrônico chinês, como as realizadas por varejistas on-line como Shein e Temu. Em uma carta datada de 22 de maio, à qual a Reuters teve acesso, as três empresas afirmaram que a União Europeia deveria prosseguir com a taxa fixa de 3 euros a partir de 1º de julho, mas adiar “elementos mais complexos e não resolvidos até que sejam juridicamente certos e operacionalmente viáveis”. Elas escreveram que os novos requisitos de dados e outras mudanças exigidas pelas novas regras resultaram em um nível de complexidade que não pode ser realisticamente implementado até o prazo de 1º de julho. Mike Parra, presidente da DHL Express Europe, Wouter Roels, presidente da FedEx Europe, e Daniel Carrera, presidente da UPS Emea, disseram na carta que preveem um “risco real” de remessas serem retidas nas fronteiras da UE “sem uma estrutura jurídica estável e viável”. “Tal interrupção poderia afetar a disponibilidade de suprimentos médicos, atrasar a produção industrial e criar gargalos nas cadeias de suprimentos europeias, todos riscos que são particularmente significativos no atual contexto geopolítico”, escreveram. DHL — Foto: Bloomberg