"Trata-se de preservar a credibilidade, não podemos dar a impressão de estarmos atrasados", destacou o presidente do banco central de Malta e membro do conselho do BCE, Alexander Demarco O Banco Central Europeu (BCE) provavelmente aumentará as taxas de juros no próximo mês para reforçar seu compromisso com a meta de inflação de 2%, diz o presidente do banco central de Malta e membro do conselho do BCE, Alexander Demarco, à margem da reunião de ministros de Finanças da zona do euro em Nicósia, Chipre. Ele indicou, porém, que por ora não há necessidade de um aperto monetário agressivo. Com as expectativas de inflação de médio prazo ainda “bastante ancoradas”, não há necessidade, no momento, de muitas medidas adicionais, afirmou Demarco. “Em junho, provavelmente precisaremos aumentar as taxas”, disse. “Precisamos sinalizar que estamos comprometidos com nossa meta de médio prazo. Trata-se de preservar a credibilidade, não podemos dar a impressão de estarmos atrasados.” Demarco afirmou que, embora a inflação tenha subido para 3% em meio à persistência dos preços elevados de energia, o núcleo da inflação continua convergindo para a meta e as expectativas seguem bem ancoradas. Segundo ele, isso sugere que os juros podem não precisar subir muito além dos atuais 2%, mas a decisão dependerá das próximas projeções econômicas. “Não queremos aumentar as taxas de juros muito ou rapidamente, então precisamos ser pacientes e esperar pelos dados que serão divulgados.” — Foto: Liesa Johannssen/Bloomberg