Carlo Petrini, o fundador italiano do movimento internacional Slow Food, que revolucionou a forma de pensar a nível mundial sobre a produção e o consumo alimentar, morreu aos 76 anos, informou a organização. “Ele deu vida a um movimento global enraizado nos valores de alimentos bons, limpos e justos para todos”, afirmou o Slow Food num comunicado.Petrini morreu na quinta-feira na sua cidade natal, Bra, na região do Piemonte, no Noroeste da Itália, acrescentou a organização, sem revelar a causa da morte. Nos últimos anos, ele tinha revelado que lhe tinha sido diagnosticado cancro da próstata.Orador e escritor com opiniões firmes, Petrini falava sobre a agricultura e a qualidade alimentar como questões culturais, sociais e políticas.Ajudou a valorizar os pequenos agricultores, as práticas alimentares tradicionais e a biodiversidade numa altura em que o consumo em massa e a globalização ameaçavam corroê-los.“A morte de Carlo Petrini deixa um enorme vazio não só no mundo da ciência alimentar e enológica, mas também na sociedade como um todo, e não apenas em Itália”, afirmou o Presidente italiano, Sergio Mattarella.
Carlo Petrini dedicou a sua vida a promover alimentos de qualidade, ingredientes genuínos e produtos locais










