Carla Zambelli deve ser conduzida à Colmeia, após ser extraditada para o Brasil — Foto: Reprodução A Justiça italiana julga hoje um recurso de Carla Zambelli contra decisão da Corte de Apelação que autorizou a extradição da ex-deputada pela invasão aos sistemas do CNJ. Mas, confiantes no resultado, autoridades brasileiras vêm se preparando nos últimos dias e tomando algumas precauções. Anteontem, Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem as providências necessárias para a extradição da ex-parlamentar. Quem acompanha de perto o caso avalia que o despacho foi mais uma questão de formalidade administrativa do que um gesto propriamente dito à Itália, que havia solicitado garantias sobre as condições do sistema prisional brasileiro. No ano passado, o governo já havia enviado informações e dados sobre a penitenciária conhecida como “Colmeia”, no Distrito Federal, onde Zambelli ficará detida se extraditada. Durante as últimas semanas, no entanto, os ministérios e a embaixada brasileira em Roma têm dado uma atenção especial ao caso e reunido informações, para evitar surpresas. A expectativa do lado brasileiro é de que a Corte de Cassação rejeite o recurso e o caso avance para a decisão política. Ou seja, a palavra final caberá ao governo italiano. Tradicionalmente, a Corte não costuma reformar a decisão, exceto se houver flagrantes vícios processuais. Zambelli ainda sofreu outra derrota. A Justiça italiana também proferiu uma segunda decisão a favor de sua extradição pela condenação por porte ilegal de arma. Se ao menos um dos casos for aceito, a parlamentar será encaminhada ao Brasil para cumprir pena.
As precauções brasileiras antes do julgamento da extradição de Zambelli na Itália
As precauções brasileiras antes do julgamento da extradição de Zambelli na Itália











