Allied desenha estratégia para ganhar mercado no segmento corporativo Apple lança Macbook Neo — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 19:31 Allied aposta no MacBook Neo para fortalecer mercado B2B no Brasil A Allied, maior distribuidora de eletrônicos do Brasil, vislumbra uma grande oportunidade com o lançamento do MacBook Neo pela Apple, prevendo a entrada significativa da marca no mercado corporativo brasileiro. A estratégia é impulsionada por um preço competitivo, que visa atender setores acadêmico, corporativo e de saúde. Para isso, a Allied reforça sua equipe B2B, buscando expandir seu portfólio além de produtos, incluindo serviços e soluções completas para empresas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Allied, maior distribuidora de eletrônicos do Brasil e que fatura mais de R$ 5 bilhões ao ano, prevê que o MacBook Neo — versão de entrada do laptop recém-lançada pela Apple — fará com que os computadores da "marca da maçã" cheguem, finalmente, em escala ao mercado corporativo brasileiro. — Estamos esperando um crescimento muito expressivo das vendas do modelo, nos próximos anos, para mercados como o acadêmico, o corporativo e o de saúde, por exemplo. Isso porque a Apple passa a ter um produto competitivo em preço, permitindo a entrada no orçamento das empresas. Ela vai chegar, enfim, às companhias do Brasil em escala — disse à coluna Silvio Stagni, CEO da Allied, que distribui ainda produtos de marcas como Lenovo, Acer, Samsung e HP. O MacBook Neo chegou ao Brasil no fim de março, mas Stagni admite que "ele ainda está disponível em pouco volume, e as unidades disponíveis vendem rapidamente". Diferentemente do MacBook Air — até então a versão mais barata dos laptops da Apple —, o Neo roda com chip de iPhone (A18 Pro) e é indicado para quem faz uso menos intenso dos recursos computacionais. B2B Por isso, o site da Apple vende o modelo por preços a partir de R$ 7.299, e é possível encontrá-lo com descontos maiores em outros e-commerces. Já o MacBook Air mais recente é oferecido no site oficial da fabricante por quase o dobro (R$ 14 mil). A expectativa da Allied para o apetite corporativo pelo MacBook Neo conversa com a estratégia da companhia de crescer na venda de computadores, tablets e celulares diretamente para empresas, o chamado B2B. Hoje, o filão representa apenas cerca de R$ 300 milhões das receitas da Allied, cujo negócio principal é a distribuição de eletrônicos para varejistas, modelo conhecido como B2B2C. A companhia opera, por exemplo, lojas oficiais da Samsung no país. — Ainda somos pequenos nesse nicho. Todos os nossos grandes competidores faturam entre R$ 1 bilhão e R$ 5 bilhões com isso. Agora, decidimos colocar a distribuição para o mercado corporativo como um driver de crescimento da Allied. Já temos a escala logística e o relacionamento com as marcas para dar esse salto — explica Stagni. Novo executivo Para tocar esse plano, a Allied acaba de contratar Celso Bernardi como diretor executivo de B2B. O profissional trabalhou em algumas das principais empresas do segmento, incluindo uma passagem de dez anos pela gigante global Ingram Micro, avaliada em US$ 6 bilhões na Bolsa de Nova York. — Nosso plano é construir um portfólio que vá além dos produtos, oferecendo também serviços. Todas as companhias puro-sangue do B2B não vendem só o iMac, mas também soluções de gerenciamento, antivírus, pacotes de software etc. Por ora, estamos na versão 1.0 desse plano, pois só temos produtos. Mas vamos começar a expandir esse portfólio para oferecer uma solução completa — diz Bernardi. Na próxima semana, segundo Bernardi, a Allied deve anunciar quatro novos fornecedores para esse portfólio, entre ofertas de cibersegurança e a Jamf, software de gerenciamento de dispositivos Apple para o mercado corporativo.
Apple está prestes a ‘invadir’ empresas do Brasil, prevê maior distribuidora do país
Allied desenha estratégia para ganhar mercado no segmento corporativo














