A ator soltou o verbo sobre as ideias do colega sobre o que é ser homem e falou sobre masculinidade Bruno Gagliasso — Foto: Alexandre Cassiano Bruno Gagliasso falou sobre masculinidade e criticou as ideias de Juliano Cazarré, que realizou um curso sobre o que é ser homem. Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', no ar no Youtube do Jornal e no Spotify, o ator definiu o colega como "triste, feio, vergonhoso". Leia trecho da entrevista: Acredita que uma certa superioridade moral e a certeza de estar com a razão por parte da esquerda tornou o progressismo intolerante? Acho, e me coloco como parte disso. Fico vendo quem está outro lado. Admiro culturalmente, intelectualmente alguém que está do outro lado? Não! Estou falando do extremismo, de bebedor de detergente. Não me sinto capaz de convencer... Quer beber detergente? Bebe! Meus heróis não estão ali. O que essas pessoas leem, escrevem, cantam? É inevitável pensar isso. Como a gente vai comunicar, se aproximar dessas pessoas, trazer para o lado de cá? Aí, são outros 500. Eu não consigo, não tenho diálogo. Depois de quatro, de tudo que foi comprovado? Não vou conversar com uma pessoa que faz curso para dizer o que é ser homem. O que acha das ideias de Juliano Cazarré? Triste, feio, vergonhoso. E ficou mais grave, porque começou a mentir agora. A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso. Como pensa a masculinidade hoje, que questionamentos faz em relação ao que aprendeu na infância dos anos 1980/1990 sobre o que é ser homem? Penso que o nosso papel é muito mais de ouvir. Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério. Estão querendo construir o que é ser homem. Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha. Existe uma crise de masculinidade ou estamos passando por uma evolução necessária? Como sugere que um homem aborde outro que faz piada machista ou é babaca com a mulher sem cair na defensiva e fechar as portas para o debate? Já falei pra amigo: "Você está fazendo piada ridícula. Tenho filha, você também. Estou me sentindo desrespeitado". Acho que estamos passando por uma evolução e, consequentemente, vem essa onda contrária, que é um alerta. Penso que quem está, de fato, se preocupando em ser homem e dar exemplo deve fazer o oposto do que estão fazendo. Me preocupa que essas pessoas geraram seis filhos. Como será essa educação? Realmente acham que na escola ensinam a colocar camisinha com a boca? Não é possível... Você chora bastante e até já chorou aqui... Se a maioria dos homens soubessem o poder de um choro, não é? Eu choro muito. E já chorei aqui, hoje, com você. Não estou tentando me controlar. Que homens são esses que não choram? Se ser homem é não chorar, eu não sou homem. Se ser homem é não usar uma roupa feminina, não sou homem, porque essa aqui é da minha mulher. Se ser homem é dizer para outros homens como se deve comportar, tratar uma mulher, não sou homem. E nem quero ser. Porque não é esse homem que quero ensinar para meus filhos. Quero mostrar que homem chora, que pode não se colocar no lugar de protagonista, que sente e deve colocar pra fora.
Em entrevista ao 'Conversa vai conversa vem', Bruno Gagliasso critica Juliano Cazarré: 'Triste, feio, vergonhoso'; assista
A ator soltou o verbo sobre as ideias do colega sobre o que é ser homem e falou sobre masculinidade












