Depois de duas décadas de carreira, Ton Carfi celebrou, em 2025, a indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã de Língua Portuguesa, por Ton Carfi 20 Anos – Ao Vivo. No Spotify, ele tem 1,2 milhão de ouvintes mensais.
Ligado à Comunidade Batista Hermom, em São Paulo, Carfi começou a cantar em um coral no Capão Redondo. Em 2005, iniciou carreira solo e, dez anos depois, foi contratado pela Som Livre. O selo, adquirido pela Sony em 2021, era à época o braço fonográfico do Grupo Globo.
“A partir dali foi tudo mudando”, conta ele, em entrevista a CartaCapital. “Porque comecei a aparecer nos programas de televisão aberta.”
No início dos anos 2010, as gravadoras multinacionais começavam a puxar para seus casts artistas de música cristã – termo que engloba tanto a música católica quanto a evangélica. Algumas chegaram a criar unidades específicas, como foi o caso da Sony Music Gospel e da Universal Music Christian Group.
As majors avançavam, dessa forma, sobre um setor que, até ali, era ocupado por pequenas gravadoras voltadas ao nicho, como a MK Music e a Graça Music, esta ligada à Igreja Internacional da Graça de Deus. Na última década, surgiriam também selos fonográficos independentes para atender ao segmento, como a Todah Music, Musile Records e Trindade Records.













