Eleições 2026
Por Thiago Domenici
Desde 12 de maio de 2026, oficiais de Justiça tentam notificar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em uma ação que apura o repasse de emendas parlamentares a organizações não governamentais ligadas à produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. As tentativas frustradas de localizá-lo nos endereços funcionais em Brasília e em São Paulo se devem ao fato de que o parlamentar estava fora do Brasil.
O roteiro oficial de Frias, segundo ofício apresentado à Câmara dos Deputados, incluía uma passagem pelo Bahrein para discutir oportunidades de investimento e uma escala nos Estados Unidos. O destino americano, mais especificamente a cidade de Dallas, no Texas, teve como anfitrião o grupo Yes Brazil USA. Agora, a viagem, classificada como missão oficial, entrou na mira do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino determinou um prazo de 48 horas para que a Câmara explicasse a autorização, a duração e os custos do deslocamento.
Em entrevista nesta quarta-feira, 20 de maio, concedida ao SBT News, Mário Frias buscou afastar a ideia de fuga. Declarou estar em busca de investimentos na área de segurança pública e afirmou que retornaria. “Não devo nada. Estou pronto para prestar contas”, disse o parlamentar. A viagem ocorreu em meio a investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse e sobre o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura, entidade presidida por uma empresária que também integra a produtora do longa. Frias negou irregularidades.













