Cuba aceitou uma oferta dos EUA de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, disse nesta quinta-feira (21) o secretário de Estado americano, Marco Rubio, antes de viajar à Suécia e à Índia. Na véspera, Rubio tinha responsabilizado os líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustíveis na ilha. Quase ao mesmo tempo, a Justiça dos EUA indiciava o ex-presidente cubano Raúl Castro — irmão de Fidel — por assassinato e terrorismo. Em resposta, o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse nesta quinta-feira que os EUA e Rubio, estão provocando uma agressão militar e rotulando falsamente Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo. “O secretário de Estado dos EUA mente mais uma vez para instigar uma agressão militar que provocaria o derramamento de sangue cubano e americano”, disse Rodríguez. Rodríguez disse que Cuba não representa uma ameaça à segurança dos EUA e acusou Washington de provocar intencionalmente o colapso econômico e o desespero social na ilha. A intervenção americana na Venezuela, no início de 2026, privou Cuba de seu maior fornecedor de petróleo e parceiro econômico na região. Além disso, os EUA iniciaram um bloqueio impedindo a chegada de combustível e comida à ilha. O presidente americano, Donald Trump, tem reiterado, em várias declarações, que Cuba será o próximo alvo das ações militares de Washington. “Nós, nos Estados Unidos, estamos oferecendo ajuda não apenas para aliviar a crise atual, mas também para construir um futuro melhor em Cuba”, declarou Rubio na ocasião. A gravação foi criticada pelo governo cubano. O secretário afirmou que Trump, prefere um acordo negociado e pacífico com Cuba, mas ponderou que a probabilidade de isso acontecer agora, com quem está no comando atualmente, não é alta. “A preferência do presidente é sempre por um acordo. No caso de Cuba, a probabilidade de isso acontecer não é alta em razão [da composição] do governo atual da ilha”, disse. “Mas o presidente sempre tem a disposição de fazer o que for necessário para apoiar e proteger a segurança nacional dos EUA.” Rubio ainda destacou que Cuba está a 145 km da costa dos EUA, o que, para ele, indica que os americanos podem ser “afetados pela crise migratória, por qualquer violência e instabilidade”. “Isso afeta diretamente os interesses nacionais dos EUA. O futuro de Cuba pertence ao povo cubano, mas a ameaça à segurança nacional é algo em que vamos focar 100%, porque isso diz respeito aos EUA”, prosseguiu. O secretário de Estado ainda disse que Raúl Castro admitiu abertamente e se gabou de ter dado ordens para derrubar aviões civis em 1996. Castro foi indiciado após um tribunal federal em Miami acusá-lo de conspiração para matar cidadãos dos EUA. Foram apresentadas quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronaves, mostram registros judiciais. Outras cinco pessoas também são citadas como réus no caso. Os aviões abatidos eram parte de uma flotilha promovida por exilados cubanos de Miami que pretendiam lançar na ilha panfletos contra o governo comunista. Raúl Castro era ministro da Defesa na época, o que o tornava a mais alta autoridade do país depois de seu irmão Fidel Castro.
Rubio diz que Cuba aceitou oferta humanitária dos EUA e que chance de acordo com a ilha 'não é alta'
Secretário de Estado afirmou que Trump prefere acordo negociado e pacífico com país sul-americano, mas ponderou que probabilidade de isso acontecer agora é baixa











