PUBLICIDADE Ajuda proposta por Washington prevê distribuição através da Igreja Católica e ocorre em meio a tensões entre os dois países e bloqueio naval americano imposto à ilha Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio — Foto: Brendan Smialowski/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 13:53 Cuba Aceita Ajuda Humanitária de US$ 100 Milhões dos EUA, Mas Condições Ainda São Incertas O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que Cuba aceitou uma oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, mas ainda há incerteza sobre a aceitação das condições impostas por Washington. A ajuda, proposta em meio ao bloqueio naval americano, será distribuída via Igreja Católica e entidades independentes, evitando controle governamental cubano. A situação ocorre em um contexto tenso, com acusações mútuas entre os países e sanções contra a empresa GAESA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira que Cuba aceitou a oferta de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em ajuda humanitária, mas ressaltou que ainda não está claro se Havana concordou com as condições impostas por Washington. A iniciativa foi anunciada pelo Departamento de Estado em meio ao bloqueio naval americano imposto ao país caribenho desde o início do ano e após uma troca de acusações entre os dois governos sobre os termos do pacote. — Eles dizem que aceitaram. Vamos ver se isso significa que [a ajuda] será concretizada — disse Rubio. Segundo o chefe da diplomacia americana, os EUA não irão permitir que os recursos sejam controlados por estruturas ligadas ao governo cubano. — Não vamos entregar ajuda humanitária que caia nas mãos da empresa militar deles, para que depois se apropriem do material, coloquem à venda e embolsem o dinheiro — afirmou. A referência é à GAESA, conglomerado estatal controlado pelas Forças Armadas de Cuba e dominante em setores estratégicos da economia da ilha, como o turismo. A empresa foi incluída há duas semanas na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. A oferta americana prevê que os recursos sejam distribuídos por meio da Igreja Católica e de organizações independentes, sem repasse direto ao governo cubano — condição que tem sido alvo de atritos entre Washington e Havana. Desde o início do ano, os EUA afirmam já ter distribuído milhões de dólares em ajuda humanitária à ilha por meio dessas entidades. Antes disso, autoridades dos dois países haviam trocado acusações sobre a própria existência da oferta. O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, chegou a classificar a proposta como uma “fábula” e questionou publicamente suas condições, sugerindo que a iniciativa poderia representar uma tentativa de interferência externa. “Será uma doação, um engano ou um negócio sujo para cercear nossa independência? Não seria mais fácil levantar o cerco de combustível?”, escreveu na rede X, ao criticar o plano. Desde o início do ano, o governo do presidente americano, Donald Trump, impôs um bloqueio naval que restringiu o acesso de Cuba a combustíveis, agravando a crise econômica na ilha, com apagões frequentes, redução de voos internacionais e medidas emergenciais. Diante desse cenário, a ONU alertou, em abril, que as necessidades humanitárias no país permanecem “agudas e persistentes”. Rubio afirmou ainda que a preferência de Washington é por uma solução negociada. — Nossa preferência para Cuba, e em qualquer lugar do mundo, é um acordo diplomático — ressaltou. (Com AFP)
Secretário de Estado dos EUA diz que Cuba aceitou oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária; ilha ainda não confirma
Ajuda proposta por Washington prevê distribuição através da Igreja Católica e ocorre em meio a tensões entre os dois países e bloqueio naval americano imposto à ilha










