Enquanto a notícia da acusação formal dos Estados Unidos contra Raúl Castro, ex-líder de Cuba, por acusações de homicídio, se espalhava pelo mundo, muitos cubanos permaneciam no escuro.
Apagões generalizados na ilha, afetada pela escassez de combustível, e sinais de telefone instáveis fizeram com que a notícia da nova e acentuada escalada na campanha de pressão dos EUA sobre o regime cubano demorasse a chegar a muitos dos próprios moradores de Cuba.
Presos no torniquete de um regime repressivo e de severas sanções americanas, os cubanos que conseguiram ver a notícia em seus smartphones com bateria acabando e em televisões de tubo se dividiram quanto à legitimidade das acusações dos EUA —que acusam Castro de homicídio e conspiração na derrubada de dois aviões em 1996, que matou quatro pessoas, incluindo três americanos.
Mas muitos compartilhavam um cansaço comum em relação ao status quo.
"Isso tem que mudar", disse Yoandy Benítez Ramirez, 24, trabalhador de uma fábrica de tabaco em Havana.













