Pagamento é referente ao restante da reposição inflacionária acumulada no período de 2017 a 2021. Dinheiro será depositado em agosto e novembro Recomposição salarial: índice restante será de 11,56%, pago em duas parcelas iguais de 5,78% — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 10:53 Rio de Janeiro: Reajuste Salarial de 11,56% para Servidores em 2023 O Estado do Rio de Janeiro pagará a recomposição salarial de 11,56% a mais de 423 mil servidores, em duas parcelas de 5,78%, nos meses de agosto e novembro. Esta recomposição visa cobrir a inflação acumulada entre 2017 e 2021, conforme a Lei estadual 9.436/2021. O decreto que formaliza o pagamento está condicionado à adesão ao Propag e à decisão do STF sobre royalties. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois de anos de atraso, o Estado do Rio vai pagar as duas parcelas restantes referentes à Lei estadual 9.436/2021 — que autorizou o pagamento da recomposição salarial acumulada no período de 2017 a 2021 — a mais de 423 mil servidores ativos, inativos e pensionistas. A informação foi confirmada ao GLOBO nesta quinta-feira (dia 21) pelo governo estadual. O pagamento será formalizado por meio de um decreto publicado no Diário Oficial. Ao EXTRA, o governo confirmou que o índice será de 11,56%, pago em duas parcelas iguais de 5,78%. Estas serão quitadas nas folhas de pagamento de julho e outubro, ou seja, com os respectivos depósitos nos meses de agosto e novembro. O pagamento será feito pela Secretaria estadual de Fazenda (Sefaz-RJ). O índice é menor do que o previsto na lei (de 13%, pago em duas parcelas iguais de 6,55%) porque, na prática, os servidores já tiveram os salários reajustados com a primeira parcela de 13% ainda em 2022. O objetivo é evitar que a recomposição exceda o índice acumulado de perda inflacionária de 2017 a 201 (26,11%) — já que agora os 11,56% serão aplicados sobre o salário já reajustado em 13%. Educação A informação já circulava entre servidores da Educação ontem, devido a uma audiência que reuniu o governador em exercício, Ricardo Couto, e o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ) na terça-feira (dia 19) e a uma reunião do secretário de Planejamento e Gestão, Rafael Ventura Abreu, com servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) no mesmo dia. Porém, ainda faltavam alguns esclarecimentos. A Seplag ficará responsável pelos trâmites processuais necessários à execução orçamentária, que já está autorizada na Lei Orçamentária Anual de 2026. O governo informou que o decreto a ser publicado condicionará a decisão aos desdobramentos da adesão do Estado do Rio ao dobramentos da adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e ao julgamento do processo dos royalties pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entenda o caso A lei estadual autorizava uma recomposição acumulada de 26,11%, paga em três parcelas, mas apenas a primeira parte, de 13%, foi depositada para os servidores. As outras duas parcelas nunca foram quitadas pelo governador Cláudio Castro. A recomposição salarial é uma pauta comum a todos os servidores do estado, independentemente da categoria. A coluna já havia noticiado no último dia 7 que o governo estudava a viabilidade de pagamento dessas duas parcelas, atrasadas em cinco anos. Naquela ocasião, o Executivo informou que a análise estava sendo feita "em conformidade com a legislação em período de ano eleitoral", uma vez que a Lei Geral das Eleições permite apenas pagamento da recomposição 180 dias da eleição, isto é, desde 7 de abril. Também já havia antecipado que o pagamento dependeria "da adesão ao Propag e do julgamento do processo dos royalties" pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do avanço, os servidores estaduais do Rio seguem no aguardo da correção salarial pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2023, 2024 e 2025.