Os contratos futuros de petróleo inverteram o sinal e agora exibem alta firme, na esteira de sinais mais duros emitidos pelo Irã nas negociações para um acordo de paz com os Estados Unidos. Os preços da commodity voltam a subir e ficam acima de US$ 100 tanto em Nova York quanto em Londres, o que também puxa para cima os rendimentos dos Treasuries, que, durante a madrugada, ensaiaram alguma acomodação. De acordo com a agência de notícias Reuters, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria ordenado que o urânio enriquecido a níveis próximos ao grau militar permanecesse no país, de acordo com duas fontes iranianas que participam das negociações. O endurecimento da posição de Teerã na questão do urânio pesa no sentimento dos mercados e devolve algum prêmio de risco aos ativos financeiros na manhã desta quinta-feira, na medida em que os agentes veem possíveis entraves na conversas de paz. Por volta de 7h55 (de Brasília), na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent para entrega em julho subia 2,17%, a US$ 107,30. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega no mesmo mês avançava 2,88%, a US$ 101,09 por barril. No mercado de Treasuries, a virada nos preços do petróleo volta a aumentar os temores em relação a uma guerra prolongada e aos efeitos na inflação. Assim, no horário acima, a taxa da T-note de dois anos subia 3,6 pontos-base (0,036 ponto percentual), ao oscilar de 4,068% para 4,104%; o yield da T-note de dez anos avançava 2,8 pontos-base, ao passar de 4,592% para 4,620%; e o rendimento do papel de 30 anos subia 1,9 ponto-base, ao passar de 5,128% para 5,147%.