O Governo da Alemanha propôs a atribuição à Ucrânia de um estatuto de “membro associado” da União Europeia, que pressupõe a participação dos seus representantes políticos nas reuniões do Conselho Europeu e do Conselho da UE, sem direitos de voto, e que é apresentada por Berlim como um plano para acelerar as negociações tendo em vista uma solução definitiva para o confronto entre aquele país e a Rússia.Numa carta enviada na segunda-feira a António Costa, presidente do Conselho Europeu, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Nikos Christodoulides, Presidente de Chipre e responsável pela presidência rotativa do Conselho da UE, que a Reuters divulga nesta quinta-feira, Friedrich Merz, chanceler alemão, diz que “chegou o momento de avançar com determinação na integração da Ucrânia na UE através de soluções inovadoras e com passos imediatos”.Defendendo que o objectivo final será sempre a “adesão plena” da Ucrânia ao bloco comunitário, que muitos líderes europeus duvidam que possa ser alcançado no curto ou médio prazo, o chefe do Governo alemão defende, ainda assim, uma participação do país invadido pela Rússia nas instituições europeias, num enquadramento de relacionamento que vai “muito além” dos habituais acordos de associação que a UE tem com vários dos seus vizinhos.
Merz propõe que a Ucrânia seja “membro associado” da UE para acelerar solução de paz
Chanceler alemão defende que a Ucrânia deve participar nas reuniões do Conselho Europeu e de outros órgãos do bloco, sem direitos de voto, e ficar abrangida pela cláusula de assistência mútua.










