Trâmite da estatal mineira é visto como último grande ativo de saneamento para concessão Reservatório da Copasa: Sabesp desiste de participar da privatização da estatal de saneamento mineira — Foto: Reprodução COPASA RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 20:39 Sabesp Desiste de Privatização da Copasa; Aegea Ainda no Jogo A Sabesp, controlada pela Equatorial, decidiu não participar da privatização da Copasa, estatal mineira de saneamento, que é vista como o último grande ativo do setor a ser concedido. Inicialmente interessada, a Sabesp mudou de posição, enquanto a Aegea ainda considera sua participação. O leilão é considerado crucial no cenário de concessões de saneamento, com a Copasa atendendo 637 municípios. A decisão final sobre o acionista de referência será em 27 de maio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Aegea e Sabesp (da Equatorial) — as gigantes de saneamento no país — eram vistas como barbada na disputa pela Copasa, estatal de saneamento de Minas Gerais. Mas isso mudou. A Sabesp bateu o martelo: não vai participar do trâmite, afirmam pessoas próximas à companhia. Trata-se de uma guinda em posicionamento declarado da Sabesp. No último dia 8, em conferência sobre os resultados do primeiro trimestre, o diretor-presidente Carlos Piani afirmou que iriam participar do processo da Copasa. “O cenário mudou”, diz a fonte. Isso determina, porém, que a Equatorial, sócia de referência da companhia paulista, não vá entrar na disputa. Também em teleferência sobre resultados de janeiro a março, o CEO da Aegea, Radamés Casseb, disse que a companhia seguia estudando sua potencial participação na privatização da Copasa, descrita por ele como “transformacional”. Com dívida elevada, a Aegea recebeu aporte de R$ 1,2 bilhão de seus acionistas de referência — Equipav, GIC, fundo soberano de Cingapura, e Itaúsa, em março. Na semana passada, contudo, a Bloomberg noticiou que esse grupo, colocaria US$ 1 bi na Aegea. Uma fatia disso poderia financiar a aquisição da Copasa. O leilão da estatal mineira é visto como o “derradeiro” dentre os mais robustos no processo de concessões de saneamento. — É o último grande ativo e principal processo acontecendo num fim de governo, quando não se tinha mais expectativa. E Minas Gerais é a caixa d’água do Brasil. Tem muita coisa a se fazer no estado — avalia Christianne Dias, diretora-presidente da Abcon, que reúne as concessionárias de saneamento. Renato Sucupira, sócio da BF Capital, diz que Aegea e Sabesp seriam as duas empresas com “fôlego, capacidade operacional e de financiamento” para levar a Copasa: — É também uma disputa de liderança de mercado. A Sabesp ultrapassaria a Aegea. A Copasa busca um acionista de referência que deve comprar 30% do capital anteriormente a uma oferta pública de ações da companhia, quando poderá arrematar mais papéis até o limite de 45% dos direitos de voto na empresa. A estatal cobre 637 municípios com 11,9 milhões de pessoas. Se a Sabesp, controlada pela Equatorial, levasse a Copasa, saltaria a mais de mil municípios e 42 milhões em população. A Aegea atua em 893 municípios e mais de 39 milhões de pessoas. A Copasa vai receber propostas de interessados de hoje a segunda-feira e a escolha do acionista de referência pelo governo mineiro sai no dia 27, segundo informações da Bloomberg. O preço da oferta sairia em 2 de junho. Procuradas, Sabesp e Aegea não comentaram. A Copasa informou que está em período de silêncio.