A Google aproveitou o seu encontro anual de programadores, o Google I/O 2026, para desvendar as directrizes do Wear OS 7, a próxima grande actualização do sistema operativo para relógios inteligentes, mais conhecidos por smartwatches. A nova versão centra-se na autonomia e na capacidade de dar ao utilizador aquilo de que ele necessita em cada momento do dia, sem que para isso tenha de recorrer ao ecrã do telemóvel. Através de novos canais de automatização, os criadores de aplicações vão poder desenhar experiências que respondem ao contexto diário de quem traz o dispositivo no pulso.O grande motor desta renovação assenta na integração do Gemini Intelligence, o sistema de inteligência artificial da empresa. Na prática, o relógio passa a analisar variáveis como a hora do dia, a localização e os hábitos do utilizador para antecipar acções complexas. A tecnológica exemplifica com a possibilidade de pedir uma refeição através de uma plataforma de entrega ou ajustar a iluminação residencial directamente a partir do mostrador, de forma proactiva.A organização visual sofreu uma reformulação profunda com a introdução dos chamados Wear Widgets. Estes novos blocos personalizáveis substituem os antigos painéis estáticos e ocupam uma área mais reduzida, permitindo agrupar dados de diferentes origens num único ecrã, com uma lógica semelhante àquela que já encontramos nos ecrãs principais dos smartphones. A marca disponibiliza ainda uma ferramenta que permite desenhar estes blocos à medida de cada necessidade.Mais autonomiaOutro dos destaques apresentados pela gigante tecnológica é a capacidade de mostrar actualizações em directo no mostrador principal. Esta funcionalidade permite acompanhar, minuto a minuto, o percurso de uma encomenda, o tempo restante para a chegada de um transporte público ou a evolução do resultado de um desafio desportivo, eliminando a obrigatoriedade de abrir a aplicação correspondente para obter esses detalhes.No campo da gestão energética, uma das maiores dores de cabeça de quem utiliza estes aparelhos, a Google assegura ter optimizado o consumo de bateria nas tarefas que correm em segundo plano. O sistema inclui agora um monitor de actividade física padrão com controlos de música embutidos, facilitando a navegação sonora durante o exercício. Adicionalmente, um novo selector remoto simplifica a tarefa de alternar a reprodução de áudio entre auscultadores e colunas sem fios ligados à mesma conta.A versão experimental já se encontra disponível para a comunidade de programadores e a chegada da versão definitiva aos consumidores está planeada para o final do corrente ano, integrando os novos lançamentos de fabricantes parceiros como a Samsung e a própria linha de dispositivos Pixel da Google.