Para os sommeliers de encontros de cúpula, os encontros sucessivos de Xi Jinping com Donald Trump e Vladimir Putin ofereceram um pequeno banquete.

O líder chinês proverbialmente jantou o presidente americano e seu gestual abusivo na reunião de ambos no fim de semana. Com o russo, com quem esteve mais de 40 vezes na sua carreira, o jogo foi mais sutil.

Xi sempre deu a Putin o palco desejado pelo chefe do Kremlin: pompa e palavras que sugerem uma parceria inabalável. Sua diplomacia simbólica também é mais calorosa, mas o encontro desta quarta-feira (20) teve nuances significativas.

A mais óbvia ocorreu na chegada de Putin. Enquanto Xi aguardava imperialmente no tapete vermelho, a limusine Aurus do russo estacionou a certa distância, obrigando o presidente a atravessar um chão nu até chegar ao anfitrião.

Por evidente, é só um detalhe, mas que trai a realidade indesejada na Rússia de que o país hoje é um parceiro importante, mas minoritário da Guerra Fria 2.0 iniciada pelo mesmo Trump contra a assertividade de Xi no longínquo 2017.