O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (20) que os Estados não tolerarão Cuba como “um Estado fora da lei, abrigando operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 90 milhas [145 quilômetros] do território americano” e que Washington não descansará até que o povo cubano tenha liberdade. A declaração de Trump veio na sequência de um vídeo postado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao povo cubano, no qual ele ofereceu, em tom de ameaça, uma nova relação entre Washington e Havana. Na gravação, Rubio propõe US$ 100 milhões em ajuda e exige a responsabilização dos líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustível na ilha caribenha. “Nós, nos Estados Unidos, estamos oferecendo ajuda não apenas para aliviar a crise atual, mas também para construir um futuro melhor”, afirmou o secretário. Outro ponto que deve aumentar a tensão entre os dois países, que são rivais históricos, deve ser o anúncio nesta quarta-feira de acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. As investidas dos EUA contra Castro, de 94 anos, devem estar relacionadas ao incidente de 1996 em que aviões cubanos derrubaram aeronaves operadas por um grupo de exilados cubanos, informou à Reuters, na semana passada, uma autoridade do Departamento de Justiça dos EUA sob condição de anonimato. Os Estados Unidos impuseram, na prática, um bloqueio à ilha ao ameaçar sanções contra países que forneçam combustível a Cuba, provocando apagões e agravando a já frágil economia cubana. Com essas medidas, o objetivo de Trump é conseguir uma mudança de regime no país.