A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está discutindo a possibilidade de ajudar navios a atravessar o bloqueado Estreito de Ormuz caso a via marítima não seja reaberta, afirmou o comandante supremo aliado da Otan na Europa, Alexus Grynkewich, nesta terça-feira (19). “A direção política vem primeiro, e então o planejamento formal acontece depois”, disse Grynkewich, ao ser questionado sobre a possibilidade durante uma coletiva de imprensa. “Estou pensando nisso? Com certeza.” Segundo um diplomata de um país da Otan ouvido pela Bloomberg, a proposta conta com o apoio de vários integrantes da aliança, mas ainda não reúne a unanimidade necessária para avançar. Já uma autoridade sênior da Otan afirmou que, embora alguns aliados resistam à autorização de uma missão no estreito, a tendência é que acabem aderindo caso o bloqueio persista. Grynkewich afirmou que é do interesse dos aliados fazer com que embarcações comerciais voltem a circular pelo estreito, observando que o Irã disparou vários mísseis contra território da aliança. “A paralisação está afetando todas as nossas economias de forma muito negativa — e afetar nossas economias impacta nossa capacidade industrial militar no longo prazo”, disse. Uma eventual operação desse tipo representaria uma mudança na postura da aliança militar em relação à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Até agora, os aliados vinham defendendo que qualquer envolvimento no estreito ocorreria apenas após o fim dos combates e mediante a formação de uma ampla coalizão internacional, com participação de países fora da Otan. Além disso, ainda não está claro exatamente como os países da Otan poderiam garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito. Uma tentativa recente dos EUA de fazer isso foi interrompida poucos dias após ser lançada, apesar da considerável capacidade militar de Washington. — Foto: Liesa Johannssen/Bloomberg
Otan avalia possibilidade de missão em Ormuz para proteger navios, diz comandante
Eventual operação desse tipo representaria uma mudança na postura da aliança militar em relação à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã















