Dois meses após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o país forneceria seguro para navios que buscassem transitar pelo estreito de Hormuz, o programa não forneceu um único dólar de cobertura.

O presidente disse em março que os EUA teriam um seguro "a um preço muito razoável" para embarcações que quisessem atravessar o local com segurança, depois que o Irã bloqueou virtualmente o local e disparava mísseis contra navios que cruzavam o local sem autorização.

Desde então, o governo americano recrutou as seguradoras Chubb e AIG para ajudar a fornecer cobertura, com um olho em manter os preços do petróleo baixos ao reviver o trânsito na via marítima por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Mas o programa de até US$ 40 bilhões ainda não foi utilizado, afirmaram duas pessoas familiarizadas com suas operações, mesmo com as taxas de seguro permanecendo em múltiplos dos níveis anteriores à guerra.

O esquema nunca decolou, segundo corretores de seguros, pois não cumpriu todos os requisitos necessários para navios transitando pelo estreito e estava vinculado a uma escolta naval dos EUA para embarcações, que não foi estabelecida.