A Revolução Cultural, cujo início completa 60 anos, foi um dos períodos mais sombrios da história chinesa.
Em 1966, o líder comunista Mao Tsé-Tung ordenou uma campanha nacional para expurgar do governo, da educação e das artes elementos considerados contrarrevolucionários, influências capitalistas e pensamento burguês.
Mao declarava guerra ao passado, às "velhas ideias" e aos "velhos costumes".
E a batalha não seria travada apenas pela polícia ou pelas agências de segurança, mas por cidadãos comuns, especialmente os jovens, contra seus concidadãos.
"A mensagem de Mao era: 'Rebelem-se contra seus professores, contra seus líderes partidários, contra seus superiores, contra os gerentes das fábricas. A rebelião é justificada'", explica o historiador Yafeng Xia, professor da Universidade de Long Island, nos EUA.







