"Num país repleto de degenerados, vigaristas e inimigos políticos importados… Somos uma irmandade de europeus brancos que compartilham os mesmos valores."
O panfleto jogado nas ruas dava o tom da marcha de ultradireita que atravessou Londres neste sábado (16), sob forte esquema policial, e prometeu uma "batalha pela Grã-Bretanha". A uma distância de quarteirões, outra multidão participava de sua antítese, o Nakba Day, em defesa do Estado palestino.
A involuntária demonstração de civilidade britânica, que mobilizou 4.000 agentes e custou £ 4,5 milhões (R$ 30 milhões) aos cofres públicos, foi a maior operação da segurança britânica nos últimos anos. Um sistema de reconhecimento facial e a uma nova legislação contra discurso de ódio foram usados pela primeira vez pela Polícia Metropolitana, gerando 43 prisões e acusações de censura.
Tommy Robinson, ativista anti-imigração e de histórico islamofóbico, que prometeu milhões nas ruas e "o maior evento da história do Reino Unido", juntou 60 mil pessoas, segundo estimativa das autoridades. No ano passado, o Unite the Kingdom reuniu mais de 100 mil, ou 150 mil de acordo com algumas contagens, provocando diversas reações pelo país, inclusive do governo Keir Starmer.














