Corria o ano de 1736 quando o marquês de Rocozel percebeu que seu cavalo sofria de uma dermatite persistente. Para evitar que outros animais fossem contaminados, ele o confinou em uma área pantanosa, próxima ao rio Orb, no sul da França. O animal começou a se esfregar numa nascente no vale do rio e, pouco tempo depois, estava curado.

O mundo descobria o poder terapêutico de Avène, onde as águas das chuvas caem nas profundezas das rochas dolomíticas das montanhas Cévennes, atingindo 26°C de temperatura, e emergem na nascente Sainte-Odile, após uma jornada subterrânea de mais de 50 anos.

Mais de dois séculos depois, em 1975, a água termal da região ganhou o mundo: o farmacêutico Pierre Fabre, dono do grupo de mesmo nome, comprou as terras de Avène-les-Bains, hoje uma pequena vila de 300 habitantes, a 680 quilômetros de Paris, e obteve licença do governo francês para explorar a região. Hoje todos os produtos da marca Avène são fabricados com a água terapêutica.

O grupo escolheu o Brasil como um dos cinco mercados prioritários para os próximos anos: o país é um dos três no mundo onde a multinacional francesa mantém fábrica e centro de pesquisas. A meta é atingir até 2030 faturamento de R$ 1 bilhão, não só com Avène, mas com as marcas Darrow e Ducré.