Dezenas de milhares de pessoas participaram em duas marchas no centro de Londres, este sábado: uma contra a imigração para o Reino Unido e outra em apoio dos palestinianos.A polícia mobilizou 4000 agentes, com reforços vindos de fora da capital, e prometeu o “uso mais assertivo possível” dos seus poderes, naquela que descreveu como a maior operação de manutenção da ordem pública em vários anos. Antecipava-se uma afluência de 80 mil pessoas e, entre as duas marchas, as estimativas da polícia parecem ter-se confirmado.Pelas 15h30, cerca de quatro horas depois do início das marchas, a polícia já tinha feito 31 detenções, por diferentes motivos, mas ainda assim diz que ambas as marchas não tiveram “incidentes significativos”.O primeiro-ministro, Keir Starmer, já tinha acusado os organizadores da marcha “Unir o Reino” de “propagar o ódio e a divisão”. A marcha foi organizada pelo activista anti-islâmico Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson. Ao longo dos últimos dias, o Governo impediu que 11 pessoas, descritas como “agitadores estrangeiros de extrema-direita”, entrassem no país para participar no protesto.Noutro protesto que Robinson também organizou, em Setembro, reuniram-se cerca de 150 mil pessoas, de acordo com os números da polícia. Nessa ocasião, o bilionário norte-americano Elon Musk enviou uma mensagem em vídeo. Mais de 20 pessoas foram detidas e a polícia continua à procura de mais de 50 suspeitos.Bandeiras britânicas e inglesasEste sábado, na marcha organizada por Robinson, viam-se sobretudo bandeiras britânicas e inglesas. De acordo com as contas da polícia, participavam pelo menos 60 mil pessoas nesta marcha.“Acho que a imigração excessiva – não é só a imigração, mas a imigração demasiada – está a causar muitos problemas e a perturbar um equilíbrio delicado”, afirmou Allison Parr, presente na marcha.