Burburinho, música e luzes coloridas reflectem a noite no Bairro Alto, em Lisboa, onde muitos circulam pela calçada de copo na mão mesmo após a proibição de venda de bebidas alcoólicas para fora dos estabelecimentos.Pelas ruas estreitas desta zona histórica e entre prédios antigos com roupa estendida à janela, restaurantes e bares continuam a assegurar a vida nocturna do Bairro Alto. A boémia vivida nos séculos XIX e XX é adaptada aos dias de hoje, em que o turismo se apresenta como um dos principais motores da actividade económica da capital, bem como do país.Na noite de quinta para sexta-feira, a partir das 23h00, hora em que se inicia a proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo na rua, a agência Lusa esteve no Bairro Alto, falou com moradores e comerciantes e ambos coincidem que "não se nota grandes diferenças" ou "nada mudou", após três meses da aplicação desta medida, porque "as pessoas continuam a beber na rua".Para combater o ruído e salvaguardar o direito ao descanso dos moradores, a Câmara de Lisboa, sob governação de PSD/CDS-PP/IL, proibiu a venda de álcool para consumo no exterior dos estabelecimentos durante a madrugada, em toda a cidade, concretamente a partir das 23h00 de domingo a quinta-feira e desde as 00h à sexta-feira, sábado e véspera de feriado, com excepção do período das Festas de Lisboa, em Junho. O incumprimento constitui contra-ordenação, punível com coima entre 150 e 3000 euros.