Os homens retirados se identificaram ao g1 como André Cardoso e Gabriel Sesonelli. Ambos estavam com pulseira de imprensa e disseram que fazem parte de um canal de direita nas redes sociais - no Youtube, o perfil possui 34,6 mil inscritos. André afirma que ele e Gabriel foram chamados de "petistas" por uma parte da plateia porque faziam críticas a Flávio e Tarcísio. "Eles nos acusaram de ser de esquerda, de ser petista, só que nós somos de direita, porém não somos bolsonaristas", disse. Homens retirados por seguranças foram jogados ao chão do lado de fora do evento — Foto: Reprodução/EPTV/César Simão No palco do evento, além de Flávio Bolsonaro, estiveram presentes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores Sergio Moro e Rogério Marinho e o deputado federal Maurício Neves. "Podem falar o que eles quiserem, podem tentar inverter as narrativas, podem falar um monte de bobagem. O escândalo do Banco Master é um escândalo do governo do PT", disse Moro durante seu discurso. O presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), investigado na nova fase da Operação Compliance Zero, não participou do lançamento da pré-candidatura de Derrite ao Senado. LEIA MAIS: Novo ângulo mostra homens sendo retirados de evento com Flávio Bolsonaro em Campinas Flávio e Vorcaro Na quarta-feira (13), reportagem do "Intercept Brasil" mostrou áudios e mensagens de texto em que Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como "irmão" e pede dinheiro para financiar o filme "Dark Horse" (termo em inglês para 'azarão'), cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PP-RJ) cumpriu agenda em Campinas (SP), nesta sexta-feira (15), para participar do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP) ao Senado — Foto: Jefferson Barbosa/EPTV “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. Questionado sobre declarações anteriores, em que ele afirmava nunca ter tido contato com Vorcaro, nem ele nem integrantes da família Bolsonaro, Flávio admitiu que falou uma mentira. Flávio Bolsonaro diz que não tem que 'justiticar nada para ninguém' no caso Vorcaro “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, disse o pré-candidato. Segundo o senador, o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação. “Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou. LEIA MAIS: Flávio Bolsonaro diz que tinha contrato de confidencialidade sobre filme Crítica a Zema Flávio também comentou as declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que assim como ele é pré-candidato à Presidência, pelo Novo. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou o político. Nesta sexta, Flávio rebateu: "Ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona", disse. Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Flávio Bolsonaro em Campinas: homens são retirados de evento | G1
Senador participou, nesta sexta-feira (15), do lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP).













