Jonathan Haidt, psicólogo social e autor, está na linha de frente das batalhas universitárias sobre liberdade de expressão há mais de uma década, alertando que o sistema educacional americano tem servido mal uma geração de jovens ao protegê-los excessivamente de ideias que possam considerar perturbadoras.

Agora, ele se vê envolvido em uma controvérsia sobre liberdade de expressão em sua própria universidade.

Líderes do diretório estudantil da New York University estão contestando sua escolha como orador da cerimônia de formatura no Yankee Stadium —classificando-a como "profundamente perturbadora"— e, em uma carta, pediram aos dirigentes da universidade que reconsiderassem a decisão antes da cerimônia.

Não é incomum que alguns estudantes protestem contra um orador de formatura, e a NYU pretende manter o convite a Haidt, segundo um porta-voz, Wiley Norvell, que o descreveu como "um dos acadêmicos mais influentes do século 21".

Mas, para os apoiadores de Haidt, o simbolismo é inconfundível. A controvérsia poderia até se encaixar em um de seus próprios livros: um pequeno grupo de estudantes tenta cancelar um crítico declarado da cultura do cancelamento, alguém que afirma que a educação americana tem falhado gravemente em expor os jovens a perspectivas diferentes das suas.