O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a empresa avalia a possibilidade de vender toda a sua participação na Raízen, após ter se tornado minoritária durante o processo de reestruturação financeira da endividada produtora de açúcar e etanol.
O executivo ainda declarou nesta sexta-feira (15) que a Cosan não acompanhará a Shell —sua sócia na Raízen— em um aporte de capital na empresa, que também é uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil.Além disso, há negociações evoluindo com credores da dívida da Raízen para conversão do endividamento em ações da empresa, disse o CEO da Cosan, que também enfrenta alto endividamento.
"Significa (para a Cosan) que, considerando o tamanho da conversão, isso vai resultar em diluição substancial" da participação da empresa na Raízen, destacou Martins.
"A gente ainda não sabe o tamanho (da conversão), algumas questões importantes estão sendo discutidas", acrescentou o executivo, citando, por exemplo, o "preço da conversão".De qualquer maneira, a Raízen deixará de ser um investimento importante da Cosan, uma vez que ela será minoritária ao final da reestruturação, destacou.
"Estamos decidindo se teremos ações ordinárias ou preferenciais... (mas) a nossa participação na Raízen não deve ser expressiva", completou, acrescentando que "não é intenção da Cosan se manter em acordo de acionistas com a Shell", firmado inicialmente há cerca de 15 anos.










