As investigações da Polícia Federal que deram origem à Operação Sem Refino apontam que o grupo Refit influenciava decisões da Secretaria de Fazenda do estado do Rio de Janeiro em benefício de suas operações.

A influência seria exercida por Álvaro Barcha Cardoso, apontado como operador da Refit junto ao governo do estado. Em mensagens interceptadas pelos investigadores, Cardoso orientava auditores fiscais sobre assuntos relacionados ao mercado de combustíveis.

Em uma troca de mensagens em abril de 2024, ele determina ao auditor Carlos França que mantenha cassada a inscrição estadual de uma empresa. A PF diz que a conversa se refere a pedidos de inscrição das empresas Tobras e Tramp Oil, concorrentes da Refit.

Outras mensagens mostram França compartilhando com Álvaro informações sobre o processo de pedido de inscrição das empresas. "Só o chefe mandar o processo para mim que impeço a inscrição estadual", escreveu.

O auditor prossegue: "E ainda cancelo o recadastramento dela". "Show", responde Álvaro. Para a PF, a conversa mostra que "o auditor cumpre ordens do segundo para manter cassada uma empresa, provavelmente fora do grupo de favorecidas".