Magda Chambriard afirma que o Estado de SP concentra a maior parte das refinarias do país, frente que receberá R$ 17 bilhões dos investimentos anunciados Só em relação à Replan, maior refinaria da companhia no País, a expectativa é aumentar a capacidade em mais 5% — Foto: Marcos Peron/Agência Petrobras A Petrobras investirá R$ 37 bilhões entre 2026 e 2030 no Estado de São Paulo, disse a presidente da companhia, Magda Chambriard, em vídeo transmitido nesta sexta-feira (15). Na peça que antecede uma coletiva de imprensa sobre o tema, ela afirmou que os aportes contemplarão as áreas de exploração e produção, refino, gás, energia, biocombustíveis e logística, inclusive no Porto de Santos. Confira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 De acordo com a executiva, os aportes contemplarão a otimização de projetos de recuperação secundária nos campos de Sapinhoá e Mexilhão e o desenvolvimento de descobertas em um campo ainda sem nome, que a companhia tem chamado de “campo de Aram”. No vídeo, ela lembrou que o Estado de São Paulo concentra a maior parte das refinarias do país, frente que receberá R$ 17 bilhões dos investimentos anunciados. Só na Refinaria de Paulínia (Replan), que fica no interior paulista e é a maior refinaria da companhia no país, a expectativa é aumentar a capacidade em mais 5% até o ano que vem. A executiva afirmou, porém, que estes aportes já estavam contemplados no plano de investimentos da companhia para os próximos cinco anos. Geração fotovoltaica na Replan e Porto de Santos A Petrobras investirá R$ 100 milhões em usina de geração fotovoltaica na Refinaria de Paulínia (Replan). De acordo com o comando da estatal, trata-se de planta de 20 megawatts (MW) que já tem contrato assinado. Será a maior planta fotovoltaica em refinaria da companhia. A companhia também informou a expansão de duas áreas do Terminal Aquaviário do Porto de Santos, ainda como parte desses aportes. “Nós vamos construir uma tancagem para garantir o abastecimento de bunker para navios”, disse Magda Chambriard, que citou o uso de combustível marítimo com 24% de conteúdo renovável, e possível expansão para 30%, considerando sua aceitação na Ásia.