Normalmente, neste momento eu estaria escrevendo sobre as implicações geopolíticas da guerra com o Irã, e tenho certeza de que voltarei a fazê-lo em breve. Mas quero interromper esse pensamento para destacar um avanço impressionante em inteligência artificial —um desdobramento que chegou mais cedo do que o esperado e que terá implicações geopolíticas igualmente profundas.
A empresa de IA Anthropic anunciou na terça-feira (7) que estava lançando a mais nova geração de seu modelo de linguagem de grande escala, batizado de Claude Mythos Preview, mas apenas para um consórcio limitado de aproximadamente 40 empresas de tecnologia, incluindo Google, Broadcom, Nvidia, Cisco, Palo Alto Networks, Apple, JPMorganChase, Amazon e Microsoft.
Alguns de seus concorrentes estão entre esses parceiros porque esse novo modelo de IA representa uma "mudança de patamar" em desempenho que tem algumas implicações criticamente importantes, positivas e negativas, para a cibersegurança e a segurança nacional dos Estados Unidos.
A boa notícia é que a Anthropic descobriu, no processo de desenvolvimento do Claude Mythos, que a IA não apenas consegue escrever códigos de software com mais facilidade e maior complexidade do que qualquer modelo atualmente disponível, mas, como subproduto dessa capacidade, também consegue encontrar vulnerabilidades em praticamente todos os sistemas de software mais populares do mundo com mais facilidade do que antes.






