Avanços na inteligência artificial, nas redes de internet e nos sensores devem alavancar o uso de robôs em cirurgias e de aparelhos capazes de receber comandos pela mente, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (28) durante o Fórum Econômico Mundial (WEF na sigla em inglês), realizado em Davos, na Suíça.

De acordo com o estudo desenvolvidos por pesquisadores do WEF e da consultoria Capgemini, a tecnologia pode ajudar os países a enfrentar uma carência de profissionais especializados. Nos Estados Unidos, por exemplo, devem faltar algo entre 10.100 e 19.900 cirurgiões até 2036, cujo serviço seria assumido por robôs. Outros ganhos seriam eficiência no uso de energia e otimização de fluxos de trabalho.

O relatório destaca oito soluções que devem chegar ao mercado nos próximos meses ou anos: robôs cirurgiões, laboratórios autônomos, inteligência artificial na descoberta de materiais e moléculas, a comunicação com aparelhos por meio da mente, redes inteligentes na eletricidade e o aluguel de robôs para fábricas e aplicativos para coordenar negócios segmentados.

Além do desenvolvimento tecnológico, o estudo cita como avanços regulatórios, a exemplo da permissão de medicamentos que façam edição genética nos EUA, devem garantir que novos produtos ganhem mercado.