Como observei na semana passada, os conflitos sobre como ajustar desequilíbrios externos têm se repetido aproximadamente a cada duas décadas desde os anos 1980.

Eu deveria ter acrescentado os anos 1920 e 1960. Esta última década terminou com o colapso do sistema de Bretton Woods de taxas de câmbio fixas, mas ajustáveis, e, em última instância, com um mundo de taxas flutuantes (exceto na Zona do Euro). A primeira terminou com uma depressão econômica global e uma guerra mundial e, portanto, entre outras coisas, com a criação do sistema de Bretton Woods em 1944. Um de seus produtos foi o nascimento do FMI (Fundo Monetário Internacional), cuja função é ajudar a administrar tais desequilíbrios hoje.Por que a gestão dos desequilíbrios globais de balanço de pagamentos é tão difícil e tão importante? A resposta curta é que eles estão na interseção de quase tudo que importa na economia e na política globais: poder nacional, pleno emprego, força industrial, estabilidade financeira, políticas fiscais e monetárias e gestão das taxas de câmbio. Em suma, eles moldam grande parte das relações internacionais.

Estamos agora em uma era "neomercantilista". A era mercantilista dos séculos 17 e 18—uma época em que os superávits comerciais eram vistos como medida de força econômica— foi também um tempo de guerras constantes. Hoje, enquanto o presidente dos Estados Unidos se encontra com o líder da China, os saldos externos são novamente uma poderosa fonte de atrito.