A Honda amargou o seu primeiro prejuízo anual desde que abriu o seu capital em 1957. A empresa divulgou nesta quinta-feira (14) um prejuízo líquido de 423,9 bilhões de ienes (R$ 13,44 bilhões) no ano encerrado em março.

O resultado foi devido à absorção de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) em encargos decorrentes de uma desastrosa investida em veículos elétricos.O prejuízo é um dos exemplos mais claros de como a estratégia adotada pelas grandes montadoras para alcançar BYD e Tesla no setor elétrico fracassou, após uma desaceleração nas vendas nos EUA causada pela decisão do presidente do país, Donald Trump, de eliminar os subsídios para veículos elétricos.

O presidente-executivo Toshihiro Mibe, arquiteto de uma visão ambiciosa estabelecida em 2021 para investir bilhões de dólares em veículos elétricos, disse que "a questão fundamental que nosso negócio automotivo enfrenta não é simplesmente a desaceleração do mercado de veículos elétricos", citando perda de competitividade em custos e desenvolvimento de veículos.

No mais recente recuo em relação aos veículos elétricos, a Honda disse que "suspenderia indefinidamente" um investimento de US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões) em uma fábrica de carros elétricos e baterias no Canadá e, em vez disso, lançaria 15 novos modelos híbridos até o final de 2030.O grupo chocou investidores em março ao cancelar três modelos de veículos elétricos planejados para produção na América do Norte, o que a levou a alertar sobre um prejuízo líquido entre 360 bilhões de ienes e 630 bilhões de ienes (R$ 11,41 bilhões e R$ 19,97 bilhões) no ano encerrado em março.