Há pelo menos dois anos, Chen (nome fictício), 35, visita regularmente a feira de casamentos no parque Zhongshan, em Pequim, para encontrar um amor. Acompanhado do pai, conversa com pretendentes e mães representando as filhas, mas até agora não conseguiu um encontro —o que, para ele, não é um problema. Continua tentando.

Passeia pelo local sempre de olho nos currículos, que funcionam como cartões de visita. Nome, idade, peso e altura, entre outras informações, permitem a primeira triagem.

Quando interessado, Chen troca algumas palavras e, quem sabe, obtém um número de celular. O pai ajuda nas conexões. Alto, com renda garantida, imóvel e em uma idade considerada aceitável, atrai olhares.

Um deles foi de uma mãe que representava a filha. Após uma curta conversa e troca de fotos, saiu de lá com o contato da mãe. Saldo positivo. Agora é torcer para que a ponte dê certo e que consiga agendar um encontro.

Como um Tinder analógico, as feiras de casamento na China se tornaram a tacada final daqueles que não encontraram um parceiro. Nelas, pais preocupados com o futuro dos filhos, casamenteiros profissionais e os próprios pretendentes trocam currículos para articular um encontro que, talvez, um dia vire casamento.