Durante a visita do presidente Donald Trump a Pequim, ele deve ter a satisfação de saber que o tempo, no longo prazo, está do lado dos Estados Unidos. Infelizmente, esse também é o problema.

Isso é o oposto do senso comum que sustenta que os EUA são uma potência hesitante, semelhante à Grã-Bretanha nos anos de declínio de seu império, desperdiçando sua força em guerras secundárias (África do Sul naquela época; Irã agora) enquanto falha em enfrentar seu principal competidor estratégico e econômico (Alemanha naquela época; China agora).

É essa mesma visão predominante que vem nos dizendo que, a qualquer momento, a China ultrapassará os EUA como a maior economia do mundo.

Mas a economia da China muito provavelmente nunca ultrapassará a dos EUA , assim como os aspirantes do passado —seja a União Soviética, o Japão ou a União Europeia— todos ficaram aquém. Por quê? Porque a história mostra que os ativos nacionais mais produtivos são a liberdade política e os mercados abertos —quanto mais livres, mais abertos e mais competitivos, melhor.

Esse é um ponto que frequentemente se perde entre aqueles que pensam que boa economia significa uma política industrial sábia, que direciona receitas governamentais para tecnologias "do futuro".