É impossível acabar com o controle do país do Golfo Pérsico sobre o Estreito de Ormuz e improvável conter o Hamas, o Hezbollah e os Houthis

Negociação não vai resolver justificativas usadas para ataques a Teerã, como enriquecimento de urânio e mudança de regime

Expectativa sobre progresso das tratativas cresceu no fim de semana, mas tensões escalaram após ação militar americana na segunda-feira

“O Irão quer muito fazer um acordo”, repete Trump todas as semanas, mas o estreito de Ormuz permanece “encerrado” e o Médio Oriente é uma zona de alta tensão.

A guerra no Oriente Médio começou no final de fevereiro com ataques americanos e israelenses contra o Irã

Acordo em negociação entre Washington e Teerã pode oficializar cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, no que pode ser uma caixa de Pandora prestes a ser aberta

Estima-se que o conflito tenha deixado 3.375 mortos no Irã, 2.702 no Líbano, 26 em Israel e 28 nos países do Golfo, além de 13 soldados americanos mortos e milhares de deslocados

Analistas descartam vitória proclamada por Trump e avaliam que o conflito entrou em ponto crítico, no qual nenhum dos lados está disposto a ceder

A perspectiva de um acordo ronda o cenário há semanas, o que indica tanto sua possibilidade quanto as dificuldades em alcançá-lo

Economia global sofre cada vez mais as consequências de uma guerra que era para durar apenas algumas semanas e que não dá sinais de que vai acabar logo

Documento delineando destino do urânio enriquecido por Teerã ainda precisa ser aprovado por Trump

Em meio às negociações, EUA e Irã trocaram ataques nas últimas horas. Os ataques foram limitados, mas revelam a fragilidade do cessar-fogo em vigor desde o início de abril.

Informações são de duas autoridades americanas ao site Axios; memorando prevê extensão do cessar-fogo por 60 dias e negociações sobre programa nuclear de Teerã

Mientras medios reportan que hay un principio de acuerdo, ambos países se lanzan amenazas

Trata-se de um memorando de entendimento que o Presidente norte-americano tem ainda de aprovar, mas que já terá partilhado com diversos aliados, incluindo Israel.

É impossível acabar com o controle do país do Golfo Pérsico sobre o Estreito de Ormuz e improvável conter o Hamas, o Hezbollah e os Houthis

EUA e Irão avançam e recuam, mas Israel continua a bombardear o Sul do Líbano, numa troca de ataques com o Hezbollah, e a pretender ocupar mais território.

Por enquanto, os preços do petróleo voltaram a cair diante das expectativas de um acerto, mas dúvidas permanecem